Desempenho de Lula nas capitais revela reviravoltas no segundo turno de 2026
As eleições presidenciais de 2026 trouxeram um cenário dinâmico nas capitais brasileiras, onde o resultado do segundo turno apresentou movimentações distintas em relação à primeira etapa do pleito e à votação geral nos estados.
A virada histórica no Rio de Janeiro e em Macapá
Na capital fluminense, reduto político da família Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL) liderou o primeiro turno com 47,88% dos votos válidos (1.662.354 votos), superando os 43,91% (1.524.517 votos) de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, o cenário se transformou na fase final. No segundo turno, o atual presidente reverteu o quadro e conquistou 51,54% dos votos válidos (1.898.391 votos) na cidade, registrando um avanço de 7,63 pontos percentuais.
Um movimento semelhante ocorreu em Macapá (AP). No primeiro turno, Flávio havia alcançado 47,16% dos votos válidos (124.378 votos), enquanto Lula somou 43,30% (114.179 votos). Na etapa decisiva, o petista virou o jogo e fechou com 50,99% dos votos válidos (125.479 votos), ampliando sua presença na região norte.
O peso estratégico de Minas Gerais e o comparativo com 2022
Além das capitais, Minas Gerais desempenhou um papel crucial ao funcionar novamente como um estado-pêndulo. Após terminar o primeiro turno atrás — com Flávio somando 48,24% contra 43,33% do petista —, Lula virou o resultado no segundo turno mineiro e venceu com 50,43% dos votos válidos, superando a margem do adversário por uma diferença de 109.313 votos.
Ao comparar o pleito atual com o histórico de 2022 contra Jair Bolsonaro, nota-se que o padrão de viradas entre os turnos não havia ocorrido no pleito anterior, quando os vencedores do primeiro turno mantiveram suas posições nas capitais até o encerramento da apuração. Em 2026, embora o bolsonarismo tenha preservado forte influência no Sul, Centro-Oeste e Norte, a vantagem do grupo político encolheu em cidades como Belo Horizonte, Maceió, Vitória e Florianópolis, demonstrando um cenário de disputa mais acirrado em todo o território nacional.
Fonte: G1 - Política