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Caderno Mercado

Lula abre sigilos em desafio a Flávio Bolsonaro, aponta PT

Lula abre sigilos em desafio a Flávio Bolsonaro, aponta PT

O Palácio do Planalto movimentou o cenário político ao protocolar uma autorização para a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, a decisão não tem como objetivo central atestar a idoneidade do petista, mas sim confrontar o senador Flávio Bolsonaro (PL) para revelar irregularidades.

O desafio da campanha petista Segundo o dirigente partidário, a iniciativa funciona como uma cobrança direta por transparência mútua entre os principais concorrentes ao pleito. O pedido entregue ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, abrange também empresas e familiares diretos do atual mandatário referentes aos últimos oito anos.

“O presidente está fazendo um desafio não para mostrar sua inocência, que essa o povo brasileiro conhece”, afirmou Valadares. “O presidente está fazendo um desafio para mostrar quem é quem. Quem realmente deve, quem está enrolado”, completou.

Exigência de reciprocidade e extensão dos pedidos A liberação dos dados abrange Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e condiciona a medida à adesão imediata por parte do parlamentar do PL. A defesa do governo quer que os registros do próprio senador e de seus parentes mais próximos também venham a público.

“Nós temos duas candidaturas”, argumentou Valadares à imprensa na QG na campanha, em Brasília.

Entre os nomes exigidos no documento protocolado no TSE estão o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, além de dados públicos no portal DivulgaCand.

Contexto das investigações e alvos paralelos O pedido protocolado pelo chefe do Executivo federal também mira figuras do entorno da oposição, solicitando a abertura de informações da empresa pertencente a Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio Bolsonaro que é investigado por suposta participação em fraudes contra aposentados do INSS.

Fonte: Economia - Valor