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Caderno Mercado

Kátia Abreu afirma que Janja tem mais espaço que Alckmin na campanha

Kátia Abreu afirma que Janja tem mais espaço que Alckmin na campanha

A coordenadora da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tocantins, Kátia Abreu, declarou nesta quarta-feira (7) que a primeira-dama Janja da Silva está exercendo um papel de maior destaque do que o vice-presidente Geraldo Alckmin na corrida pela reeleição do petista.

Contexto da declaração interna A manifestação ocorreu durante uma entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews. Na ocasião, a ex-senadora confirmou as críticas que havia feito na véspera, durante uma reunião fechada da cúpula da campanha realizada em Brasília, cujo teor foi inicialmente divulgado pela imprensa. Ela pontuou que não pretendia tornar o debate público, mas ratificou seu posicionamento estratégico.

“A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente. E não querendo desmerecê-la. Ao contrário, querendo enaltecer o vice-presidente Alckmin”, afirmou.

Análise pragmática da estratégia eleitoral A política argumentou que sua avaliação parte exclusivamente de uma perspectiva voltada para os resultados nas urnas, sem motivações pessoais contra a primeira-dama, destacando que possui pouca convivência com ela.

“Eu estava ali como um agente político que pretende, quer ganhar, a eleição. Então, nisso aí, eu sou muito pragmática e objetiva. Se alguém está exorbitando negativamente num processo eleitoral, ele precisa ser chamado, né? Ou então fazem-se pesquisas e, se isso configurar um erro, tudo bem. Se não, continua o trem andando”, disse.

Defesa de maior protagonismo para Alckmin Para a ex-senadora, a figura do vice-presidente deveria ser mais explorada na propaganda política, ressaltando a bagagem técnica do aliado de Lula, sobretudo nos debates sobre economia.

“Na área de economia, por exemplo, o Alckmin dá show. Ele sabe conversar de igual para igual com qualquer pessoa. Então eu quis dizer que ela está maior do que alckmin na campanha e eu acho isso errado. Já que vazou, não pretendia que vazasse, mas também não vou desmentir uma opinião pessoal verdadeira. Repito: sem querer menosprezar ninguém”, afirmou.

Relação com o centro político Além das ponderações sobre a dinâmica interna da propaganda, o encontro serviu para debater ajustes rumo à nova fase da disputa. Na mesma entrevista, a ex-senadora avaliou que a articulação do Palácio do Planalto com legendas de centro careceu de maior profundidade ao longo dos últimos anos.

“Sinceramente, eu acho que poderia ter sido mais intenso e foi interrompido, sim”, afirmou.

Ampliação da coordenação Por fim, a coordenadora defendeu que a equipe responsável pelos rumos da candidatura incorpore nomes externos ao PT, de modo a pluralizar a tomada de decisões no núcleo decisório.

“Eu acho que agora tudo isso pode ser corrigido […] na própria campanha, sinalizando na coordenação da campanha personagens diferentes, que não sejam só petistas”, disse.

Fonte: G1 - Política