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Caderno Mercado

Nunes marques mantém vídeos de flávio bolsonaro que ligam lula a moraes

Nunes marques mantém vídeos de flávio bolsonaro que ligam lula a moraes

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, manteve propagandas da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL) que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e ao endividamento das famílias.

Contexto das peças eleitorais As gravações contestadas também afirmam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, fez pagamentos a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista. Os advogados da reeleição de Lula acionaram o tribunal exigindo direito de resposta diante do teor das publicações.

Argumentação do TSE Para Nunes Marques, as críticas estão dentro do debate eleitoral, e não cabe à Justiça Eleitoral definir qual interpretação política deve prevalecer sobre acontecimentos submetidos ao debate público.

Alegações da coligação petista A defesa do petista pediu direito de resposta contra um vídeo de Flávio Bolsonaro que afirma que o atual governo teria criado um “desequilíbrio institucional” e decidido “governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei”, além de integrar um “sistema apodrecido”. A propaganda ainda diz que o presidente da República teria “dividido seu poder com Alexandre de Moraes”.

O PT argumentou ao TSE que essas afirmações constroem artificialmente uma relação de coalizão política entre o presidente da República e um integrante do Supremo “sem indicação de competência presidencial que tenha sido transferida, compartilhada ou exercida pelo ministro Alexandre de Moraes”. Na decisão, o presidente da corte eleitoral discordou do partido e pontuou que as ações da Suprema Corte ocupam espaço central na imprensa.

Questões econômicas e acusações A campanha de Lula também acionou o TSE contra vídeos que atribuem ao presidente a situação econômica das famílias, citando a inflação e o endividamento da população, além de questionar o impulsionamento do material.

Em sua avaliação sobre o caso, Nunes Marques destacou que as declarações exibidas eram autênticas e capazes de sustentar a leitura crítica. Outra reclamação envolveu menções de que Lula tentou interferir em investigações contra o filho e que Fábio Luís recebia repasses do lobista apontado pela Polícia Federal como um dos operadores de fraudes na Operação Sem Desconto.

Por fim, o magistrado concluiu que as publicações não apresentam inverdades gritantes ou ofensas graves que exijam intervenção judicial.

Fonte: G1 - Política