Aliados peso-pesado entram em campo na reta final das eleições
Na reta final da disputa pela Presidência, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) apostam em figuras de peso para ampliar suas bases de apoio e conquistar eleitores indecisos. Enquanto o grupo governista intensifica o corpo a corpo, estratégias de mobilização ganham força nos maiores colégios eleitorais do país.
Viagens e alianças de Flávio Bolsonaro O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumiu um papel central na mobilização nacional do candidato do PL. A estratégia prevê passagens por diversas capitais para agregar valor à candidatura fora do território paulista.
Cobrado anteriormente por maior participação, o chefe do Executivo paulista prometeu “mergulhar de cabeça” na campanha de Flávio no segundo turno e disse que o ajudaria “até fora do estado”.
A agenda conjunta incluiu eventos expressivos na capital paulista, contando com adesões de diretórios partidários, mobilizações com entregadores por aplicativo e debates com o setor produtivo.
Estratégia de Geraldo Alckmin Do outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) cumpre uma maratona intensa de compromissos para alavancar a candidatura de Lula (PT), focando na captação de votos em território nacional.
Em evento recente com o setor empresarial, o vice-presidente resumiu a estratégia da campanha para os próximos dias: “Olha, é buscar o voto com humildade. A campanha é curta. Segundo turno são três semanas só. O Brasil é um continente, então a gente se divide: um vai para um lado, o outro vai para o outro”, afirmou.
Movimentações em São Paulo e estados decisivos O estado de São Paulo permanece como o principal palco estratégico devido ao seu peso eleitoral. Alckmin tem marcado presença em comunidades, santuários e encontros com corporações médicas e gestores municipais, enquanto lideranças como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet reforçam a mobilização da militância nas ruas.
A ex-senadora e coordenadora de campanha do Lula, Kátia Abreu, defendeu que Alckmin deveria aparecer mais na campanha e destacou a experiência e a capacidade do vice-presidente, principalmente na área econômica, repercutindo críticas feitas durante reunião em Brasília.
Com atos de encerramento sendo planejados para grandes avenidas e incursões por regiões estratégicas como Minas Gerais, Bahia e Paraná, as equipes de coordenação ajustam os últimos detalhes para o desfecho da corrida presidencial.
Fonte: G1 - Política