21 partidos reconhecem vitória de lula e isolam contestação
Um levantamento recente revelou que pelo menos 21 partidos políticos brasileiros tornaram pública a aceitação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. A reeleição do petista ocorreu na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que optou por deixar o país após o encerramento do pleito e a divulgação do resultado oficial pelas autoridades competentes.
Repercussão política e o posicionamento das legendas Logo após desembarcar nos Estados Unidos, o candidato derrotado divulgou uma carta com teor golpista, na qual afirmou não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o “verdadeiro presidente do Brasil”, o “presidente eleito”. Posteriormente, em uma nova publicação nas redes sociais, ele substituiu tais expressões por “líder do Brasil” e “líder”.
Diante disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atestou a regularidade do processo eleitoral e reconheceu a vitória do presidente Lula ainda no domingo (25), após a totalização dos votos. O presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques e indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a Justiça Eleitoral entregou o pleito deste ano com segurança e que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”.
Diversidade de siglas e reações institucionais O bloco que validou o pleito abrange desde partidos que integraram a base de apoio até legendas oposicionistas, incluindo o PL, União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, PDT, PSB, Podemos, Avante, PSOL, UP e PSTU. Especialistas apontam que tal reconhecimento não pressupõe alinhamento ideológico automático, visto que algumas organizações aproveitaram a ocasião para destilar críticas severas ou reiterar projetos próprios.
O União Brasil, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, defendeu o reconhecimento do resultado da eleição e afirmou que “é hora de encerrar a disputa”. “A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado”, declarou a legenda. “Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso país. A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós”, afirmou o presidente nacional do partido, Antonio Rueda.
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também classificou como “incompreensível” o comportamento de Flávio Bolsonaro, derrotado nas urnas. “O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população […] Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral”.
O MDB também divulgou uma manifestação em defesa do resultado. “O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo”, afirmou o partido.
Críticas isoladas e partidos silenciosos Em contrapartida, o partido Novo adotou uma postura frontalmente opuesta, questionando as instituições e declarando publicamente que o país “não é uma democracia”. A legenda argumentou que o adversário utilizou a máquina estatal de forma indevida e sinalizou com pedidos formais de cassação.
Enquanto isso, outras sete siglas decidiram não emitir qualquer tipo de posicionamento oficial até o fechamento da contagem, mantendo-se neutras perante o cenário político instaurado após o término da votação.
Fonte: G1 - Política