Pesquisa revela por que eleitores faltaram no primeiro turno
Ausência em viagens, problemas de saúde, falta de interesse e obrigações profissionais foram os principais fatores que impediram os eleitores de comparecerem às urnas no primeiro turno das eleições, segundo levantamento divulgado pelo instituto Datafolha nesta sexta-feira (9).
Detalhamento dos motivos da abstenção
O estudo detalhou os percentuais de cada justificativa apresentada por quem não votou no último domingo, considerando uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos:
- Viagem/não estava na cidade: 19%
- Saúde/estava doente: 18%
- Desinteresse pela eleição/pelos candidatos/não tinha candidato: 13%
- Por estar trabalhando: 9%
- Não ter documentos: 7%
- Local de votação é muito longe/distância: 6%
- Teve outros compromissos/estava ocupado: 5%
- Muita fila/local de votação cheio: 4%
- Por causa da idade: 4%
- Outros motivos: 17%
- Não sabem: 3%
Impacto histórico e ficha técnica do levantamento
O índice de abstenção atingiu patamares recordes em 2026, alcançando 21% do eleitorado apto no país, o que representa um montante superior a 33 milhões de pessoas que deixaram de exercer o sufrágio.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 6 e 7 de outubro, ouvindo 2.520 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos. O registro oficial da pesquisa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o código BR-02949/2026.
Cenário para o segundo turno e debates
No horizonte da disputa presidencial, a pesquisa mediu as expectativas da população em relação aos candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Sobre uma eventual vitória petista, 43% avaliam que a vida permanecerá igual, enquanto 25% projetam melhoria e 30% apostam em piora (com 2% sem opinião formada). Em contrapartida, um triunfo de Flávio Bolsonaro divide o eleitorado: 36% estimam melhora, 35% anteveem piora, 22% acreditam que nada mudará e 6% não sabem.
Além disso, o engajamento com os debates televisivos permanece elevado entre os eleitores. Para 78% dos entrevistados, a presença de ambos os candidatos nos confrontos é considerada muito importante, ao passo que 11% julgam um pouco importante e 10% avaliam como nada importante (2% não souberam responder). Entre a base de apoio de Flávio Bolsonaro, 80% veem alta importância nos debates, índice que atinge 77% entre os eleitores de Lula.
Fonte: G1 - Política