Flávio Bolsonaro prevê transição de dois anos no Bolsa Família
Os beneficiários do Bolsa Família terão um período limite de permanência no programa caso o senador Flávio Bolsonaro vença a disputa pela Presidência da República em 2026. A diretriz foi apresentada nesta segunda-feira (19) pela coordenadora do núcleo econômico da campanha do parlamentar, Daniella Marques, que detalhou o plano de estipular uma carência de dois anos antes do desligamento definitivo dos assistidos.
Como funcionaria a regra de carência
A iniciativa pretende incentivar a inserção dos cidadãos no mercado de trabalho formal ou o empreendedorismo individual, assegurando uma rede de proteção temporária. Segundo Marques, o projeto contempla um mecanismo de segurança para quem não conseguir se consolidar profissionalmente.
“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, declarou Marques durante entrevista à CBN Bahia.
O plano integra as propostas da oposição na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que buscará a reeleição. A votação do segundo turno está marcada para o dia 25 de outubro de 2026.
Estrutura atual e reajuste recente do programa
Considerado a principal vitrine social da gestão petista, o formato atual do Bolsa Família foi restabelecido em março de 2023. Em setembro, em pleno período de campanha eleitoral, o governo federal concedeu um aumento de aproximadamente 15,04% sobre as parcelas, elevando o piso assistencial de R$ 600 para R$ 691 — o primeiro reajuste desde a retomada do modelo.
Pelos critérios vigentes, o benefício é voltado a famílias cuja renda mensal por integrante não ultrapasse R$ 218. Os contemplados precisam manter os dados do Cadastro Único (CadÚnico) atualizados, além de cumprir contrapartidas nas áreas de saúde e de educação.
Valores complementares e cobertura
Dados de agosto apontam que os pagamentos alcançaram cerca de 19,3 milhões de famílias em território nacional. Além da quantia base de R$ 691, o modelo atual oferece complementos cumulativos voltados à infância e à maternidade:
- R$ 173 para famílias com crianças de zero a 7 anos incompletos;
- R$ 58 por nutriz (bebês de até 6 meses de vida);
- R$ 58 adicionais por gestante;
- R$ 58 por integrante com faixa etária entre 7 e 18 anos incompletos.
A remodelação das diretrizes assistenciais se consolida como um dos eixos centrais no debate econômico e social entre os candidatos na corrida pelo Palácio do Planalto.
Fonte: G1 - Política