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Caderno Mercado

YouTube segura anúncios para o futebol sob indefinição de bets

YouTube segura anúncios para o futebol sob indefinição de bets

Diferente de edições anteriores, o YouTube Brasil optou por não divulgar a cartela de marcas patrocinadoras para suas transmissões de futebol durante o Brandcast, encontro voltado a líderes do setor corporativo realizado nesta quarta-feira (7). A postura cautelosa da empresa ocorre diante do momento de incerteza regulatória que envolve as casas de apostas no país.

Cautela com cotas publicitárias no esporte

O futebol segue como o principal pilar da plataforma de vídeos para expandir seu público no próximo período. A empresa busca comercializar espaços publicitários para competições de peso, incluindo o Brasileirão, a Copa Sul-Americana e a Copa do Mundo Feminina de 2027, torneio que terá o Brasil como sede.

No palco do evento, a CazéTV destacou a exibição integral de todas as 64 partidas do mundial feminino. Contudo, nenhuma empresa patrocinadora foi apresentada. O cenário contrasta com o ano anterior, quando a empresa anunciou antecipadamente parcerias com nomes como Bet 364, Betnacional, Ambev, Coca-Cola, Decolar, GM, iFood e Itaú voltadas à Copa do Mundo de 2026.

Busca por diversificação além do nicho esportivo

Para contornar a ausência de anúncios focados nas bets, a plataforma exibiu cases de sucesso alternativos no canal de Casimiro Miguel. Um dos exemplos apresentados foi o da Estácio, do setor educacional, como prova de que companhias sem ligação direta com os esportes podem engajar a audiência dos torneios.

O crescimento do interesse pelo futebol feminino também teve destaque, além da lembrança dos marcos históricos já conquistados. O canal alcançou o recorde mundial de visualizações simultâneas em uma única live ao atingir 23 milhões de espectadores no Brasil durante a decisão entre Espanha e França.

Métricas de atenção e inteligência artificial

O YouTube também direcionou os holofotes para a creator economy. Com base em um levantamento da consultoria Amplified, a plataforma apontou que seus anúncios conquistam uma taxa média de atenção ativa 61,3% maior na comparação direta com as inserções na televisão tradicional. No segmento da Geração Z (18 a 29 anos), a atenção aos anúncios no ambiente móvel do aplicativo supera em 85% a média de redes concorrentes.

Outro elemento de destaque no consumo em smartphones foi o Shorts. Segundo dados revelados no evento, 62% das pessoas que assistem ao modelo de vídeos curtos do YouTube não utilizam o Reels do Instagram.

Por fim, a big tech exibiu o Demand Gen, recurso de publicidade integrado à inteligência artificial Gemini. A ferramenta correlaciona os termos pesquisados pelos usuários no ecossistema do Google para direcionar campanhas altamente segmentadas dentro da plataforma de vídeos.

Fonte: Folha - Mercado