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Caderno Mercado

Lucro da weg sobe 1% no terceiro trimestre com força internacional

Lucro da weg sobe 1% no terceiro trimestre com força internacional

São Paulo — A multinacional brasileira de máquinas elétricas Weg registrou lucro líquido de R$ 1,66 bilhão durante o terceiro trimestre, conforme balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira (21). O montante representa um avanço de 0,9% em comparação com os R$ 1,65 bilhões reportados no mesmo período de 2025.

Receita e expansão internacional

No intervalo entre julho e setembro, a companhia alcançou uma receita total de R$ 10,8 bilhões, número que supera em 5,7% o faturamento obtido no terceiro trimestre do ano anterior.

“O crescimento da receita e a manutenção de margens operacionais saudáveis foram impulsionados pelo bom desempenho dos negócios no mercado externo, sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período”, afirma a Weg na publicação.

O Ebitda da empresa — indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — atingiu R$ 2,34 bilhões, marcando um acréscimo de 3,1% frente aos R$ 2,27 bilhões contabilizados um ano antes.

Desempenho por setores e mercado interno

Fora do Brasil, o avanço operacional foi liderado por equipamentos voltados aos setores de óleo e gás, além de sistemas de ventilação desenvolvidos para data centers. No cenário nacional, a fabricante destacou o suporte contínuo dos projetos voltados para transmissão e distribuição de eletricidade, embora tenha notado uma retração na procura pelo segmento de energia solar.

Os equipamentos eletroeletrônicos industriais continuam na liderança do faturamento da marca, respondendo por 49,6% da receita total. O setor de Geração, Transministração e Distribuição de Energia vem na sequência com 38,6%, seguido pelos motores comerciais (7,6%) e pelas divisões de tintas e vernizes (4,2%).

Novos investimentos e estratégia global

De olho na expansão, a corporação anunciou em 28 de setembro um aporte de US$ 165 milhões — aproximadamente R$ 840 milhões — com foco na ampliação de sua capacidade produtiva de geradores na América do Norte, estratégia desenhada em duas etapas para suprir o consumo energético acelerado nos Estados Unidos pela expansão de data centers.

Dias antes, a organização já havia oficializado a ampliação de seu projeto fabril dedicado a sistemas de armazenamento de energia baseados em baterias em Itajaí, Santa Catarina. O empreendimento catarinense demandará recursos estimados em R$ 330 milhões, alcançando capacidade anual de 4 GWh, o dobro estipulado inicialmente para suprir as demandas da transição energética.

Fundada em 1961 na cidade catarinense de Jaraguá do Sul, a gigante industrial atualmente emprega mais de 49.300 colaboradores e concorre diretamente com marcas globais como ABB, Siemens, Schneider Electric, Rockwell Automation, GE e Emerson Electric.

Fonte: Folha - Mercado