Governo federal estuda transferir mistura de biocombustíveis para refinarias
O governo federal avalia transferir o processo de adição de biocombustíveis e derivados de petróleo da etapa de distribuição para o momento do refino. A proposta é debatida nos bastidores de Brasília e pode provocar mudanças significativas na dinâmica do setor de combustíveis no país.
Impacto na cadeia de abastecimento
Atualmente, as refinarias fabricam a gasolina pura — conhecida como gasolina A —, que posteriormente é comercializada com as distribuidoras, responsáveis por incluir o etanol anidro para formar o tipo C que abastece os veículos. Com a alteração em estudo pelo Palácio do Planalto, a inserção do componente renovável ocorreria de forma antecipada, logo na saída da refinaria.
O principal objetivo dessa modificação é simplificar a logística nacional e enxugar os gastos operacionais ligados ao transporte, estocagem e movimentação dos insumos. A expectativa da gestão federal é que essa otimização gere alívio nos custos e possa refletir positivamente no valor cobrado ao consumidor final nos postos de revenda.
Controle e fiscalização
Além da questão logística, a medida é vista por técnicos do governo como uma ferramenta para aprimorar a padronização dos produtos e a rastreabilidade das operações. Isso permitiria um monitoramento mais rigoroso por parte dos órgãos reguladores, reduzindo margens para irregularidades no setor.
A pauta faz parte de um conjunto amplo de discussões energéticas no âmbito federal. A pauta do Conselho Nacional de Política Energética também engloba diretrizes para o Plano Nacional de Transição Energética, estratégias de dados para o setor e a criação de comitês voltados para a eletromobilidade e a conversão de resíduos em energia.
Fonte: Folha - Mercado