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Caderno Mercado

Bndes injeta R$ 298 milhões na Althaia para criar remédios inéditos

Bndes injeta R$ 298 milhões na Althaia para criar remédios inéditos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou um financiamento de R$ 298 milhões para a empresa farmacêutica Althaia impulsionar a pesquisa científica e a criação de novas fórmulas no país.

Inovação radical e inteligência artificial na saúde

Do montante total liberado, R$ 100 milhões vão direto para iniciativas de inovação radical, com foco na criação de remédios baseados em compostos inéditos. Esses estudos abrangem potenciais terapias voltadas para combater obesidade, distúrbios metabólicos e patologias neurodegenerativas, além de opções terapêuticas focadas em infecções gastrointestinais e distúrbios do trato digestivo.

A estratégia da companhia inclui a aplicação de inteligência artificial para identificar e formular peptídeos bioativos com foco no combate à sarcopenia, que é a perda gradual de força e massa muscular. Parte do aporte financeiro também servirá para comprar maquinários destinados ao Epicenter, que funciona como um polo de investigações científicas da empresa em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial.

Produção de genéricos e tratamentos especializados

Já a fatia remanescente de R$ 198 milhões será direcionada especificamente para viabilizar a fabricação de 31 produtos terapêuticos. Desse grupo, 20 correspondem a remédios genéricos inéditos nas prateleiras nacionais, enquanto os outros 11 contêm melhorias incrementais.

Remédios financiados pelo BNDES são para tratamento de hipotireoidismo, depressão, TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), hiperplasia prostática, menopausa e epilepsia.

Programa federal estimula parcerias estratégicas

A injeção de capital faz parte das diretrizes do programa BNDES Mais Inovação. Segundo José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco, os recursos buscam apoiar o desenvolvimento de medicamentos no país e estimular parcerias entre a indústria e instituições de pesquisa.

Fonte: Folha - Mercado