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Caderno Mercado

Donald Trump suspende tarifas contra Rússia e grandes compradores de petróleo

Donald Trump suspende tarifas contra Rússia e grandes compradores de petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu suspender sanções e tarifas cruciais relacionadas à Rússia momentos antes de sua vigência oficial, medida que estava prevista em uma legislação sancionada no mês passado. O pacote original incluía a taxação de mercadorias russas e penalidades severas para nações importadoras de petróleo e gás do país euro-asiático.

Interesse nacional e contexto político

Em um decreto emitido pela Casa Branca, a administração justificou a decisão afirmando que a suspensão atende aos interesses estratégicos norte-americanos. A lei em questão buscava intensificar a pressão financeira sobre Moscou em retaliação à invasão da Ucrânia, deflagrada em 2022.

Analistas apontavam que as restrições poderiam inflar ainda mais os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, cenário sensível para os republicanos às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.

Impacto das sanções e a Lei Graham

A legislação, defendida pelo falecido senador republicano Lindsey Graham, estabelecia taxações de até 100% sobre importações vindas dos cinco maiores compradores globais de hidrocarbonetos russos. A medida também penalizaria governos acusados de auxiliar Moscou a burlar bloqueios econômicos.

Grandes potências asiáticas demonstraram forte resistência. Pequim declarou que “se opõe sistematicamente à aplicação extraterritorial de leis que não tenham fundamento no direito internacional”, ao passo que Nova Delhi alertou que as restrições danificariam o diálogo bilateral.

Repercussão política e reações internacionais

A medida gerou forte oposição em Washington. O deputado democrata Don Beyer criticou severamente a decisão executiva: “A mais recente rendição de Trump a Putin mais uma vez trai nossos parceiros ucranianos e contraria a clara intenção do Congresso ao aprovar uma legislação destinada a punir a Rússia por sua guerra ilegal de agressão”.

Em contrapartida, Kirill Dmitriev, enviado de Vladimir Putin para investimentos, celebrou o recuo e classificou a decisão como “um momento verdadeiramente histórico”. Segundo ele, o projeto original ameaçava aniquilar qualquer cooperação econômica bilateral restante entre as duas potências.

Fonte: Mundo