Trump aponta guinada à direita na América do Sul e destaca aliados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (20) que a América do Sul está passando por uma mudança de orientação política, com o avanço da direita. A declaração foi feita no Salão Oval da Casa Branca, durante uma conversa com jornalistas.
Perguntas sobre a França e cenário regional Questionado sobre a possibilidade de apoiar Marine Le Pen na eleição presidencial da França, prevista para o ano que vem, Trump disse que não conhece a política francesa pessoalmente, mas aproveitou a oportunidade para comentar o cenário sul-americano.
“Se você olhar para o que está acontecendo na América do Sul, as pessoas não acreditariam”, disse Trump. “Estava tudo pendendo muito para a esquerda. Agora está tudo à direita.”
O republicano afirmou ainda que todos os candidatos que apoiou na região venceram as eleições. Como exemplo, citou o presidente eleito da Colômbia, a quem elogiou, embora o Brasil não tenha sido mencionado nesse contexto. O presidente dos EUA ainda não declarou apoio formal a nenhum candidato à Presidência do Brasil, mas após o primeiro turno pontuou que Flávio Bolsonaro teve uma vitória “apertada, mas impressionante”.
Reforma na ajuda externa Na segunda-feira (19), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também comentou o avanço de governos alinhados aos Estados Unidos na América Latina. Em entrevista ao site conservador Breitbart News, ele atribuiu parte dessa mudança à reformulação da política de ajuda externa do governo Trump.
Segundo Rubio, a transferência da gestão de recursos de ajuda estrangeira para o Departamento de Estado e o desmonte da estrutura anterior da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) tiveram impacto na região. O secretário acusou organizações não governamentais latino-americanas de estarem alinhadas à esquerda e serem contrárias aos interesses americanos, afirmando que os Estados Unidos financiavam muitas delas.
Apesar da aproximação ideológica, Rubio afirmou que os novos governos não são subordinados aos EUA, mas que compartilham prioridades com Trump, como o combate a organizações ligadas ao narcotráfico e a atração de investimentos americanos. O Brasil foi citado pelo entrevistador ao mencionar as eleições presidenciais no país, mas o secretário não comentou o pleito.
Fonte: Mundo