Vendedor é atacado com voadora durante saque a loja de games em Nice
Novas gravações de câmeras de segurança revelaram os bastidores dos violentos protestos que atingiram a cidade de Nice, no interior da França, no último final de semana. Nas plataformas digitais, registros mostram uma unidade da rede de videogames Micromania sendo invadida e saqueada por manifestantes.
Agressão e repercussão nas redes sociais
O material audiovisual que viralizou foi divulgado pela jornalista Marie Gentric, do canal de televisão francês France 5, que obteve os arquivos diretamente com o comerciante. Identificado como Pierre, o funcionário tem 29 anos de dedicação ao estabelecimento e tentou impedir sozinho a entrada dos invasores antes de ser duramente agredido com um chute nas costas.
Os distúrbios generalizados resultaram em mais de 1.200 prisões em todo o país. Lojistas precisaram iniciar a reconstrução de seus comércios após terem vitrines destruídas e mercadorias roubadas. Durante o tumulto na unidade de Nice, Pierre acabou sendo atingido também no rosto por objetos que foram arremessados.
Declarações do funcionário
Em entrevista concedida ao portal de notícias francês ICI, o profissional detalhou sua atitude durante o momento de tensão na França:
“Em determinado momento, simplesmente fiquei na frente da entrada para impedir que as pessoas entrassem. Foi só isso”, disse Pierre.
Apesar da repercussão e da onda de apoio recebida online, o vendedor avaliou sua própria reação ao ataque:
“Ainda não consigo assimilar direito o que aconteceu. Talvez eu consiga fazer isso mais tarde, quando as coisas se acalmarem. Sinceramente, acho que não deveria ter feito aquilo. Foi uma atitude imprudente. Mas, naquele momento, foi o que fiz”, afirmou.
Apesar da violência sofrida no trabalho, o funcionário ponderou sobre o contexto geral das manifestações:
“Não devemos esquecer que esse tipo de comportamento é a exceção, não a regra. No restante da manifestação, as coisas transcorreram relativamente bem. Existem algumas ‘maçãs podres’, mas elas não representam a maioria”, afirmou.
Fonte: Mundo