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Caderno Mercado

Casa branca ordenou corte em satélites usados pela Ucrânia na guerra

Casa branca ordenou corte em satélites usados pela Ucrânia na guerra

A ordem para restringir um sistema de satélites essencial para as comunicações e operações de drones das Forças Armadas ucranianas no campo de batalha partiu diretamente da Casa Branca. A revelação foi feita por dois funcionários americanos e uma autoridade ocidental informada sobre o assunto.

Impactos no front e pressões políticas

De acordo com os relatos, líderes do Departamento de Defesa receberam instruções para limitar o funcionamento do serviço Starshield, versão militar da rede Starlink operada pela SpaceX. O Pentágono figura atualmente como o principal cliente dessa tecnologia de segurança nacional.

Em resposta a um pedido de comentário sobre a ordem para limitar o Starshield, um alto funcionário americano afirmou: “O presidente nunca fez tal pedido”, em uma referência a Donald Trump.

A determinação ocorreu no momento em que o governo norte-americano pressiona Kiev a paralisar os ataques contra refinarias russas. A Casa Branca argumenta que tais investidas encarecem os combustíveis, o que prejudicaria o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.

Limitações técnicas e reação de Kiev

Militares ucranianos relataram recentemente falhas nos receptores quando instalados em dispositivos de alta velocidade, o que prejudica a orientação de drones. Uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia confirmou que os equipamentos voltaram a operar, mas apenas em velocidades de até 160 km/h.

Diante da restrição, representantes do governo de Volodymyr Zelensky buscaram explicações junto ao alto escalão diplomático e militar dos Estados Unidos, recebendo a confirmação de que a diretriz veio da sede do governo americano.

Elon Musk, dono da SpaceX, afirmou na quarta-feira que, como os sistemas Starshield pertencem ao governo dos Estados Unidos e são controlados por ele, quaisquer limites de velocidade ou de uso são decididos pelas Forças Armadas americanas ou pelo presidente.

Tensão diplomática e acordo de combustíveis

O episódio aprofunda o desgaste nas relações bilaterais, agravado após uma reunião tensa em Miami envolvendo enviados especiais de Washington e autoridades ucranianas. Na ocasião, o governo dos EUA criticou a continuidade das ações militares ucranianas no setor energético russo e defendeu um acordo comercial de diesel firmado com Moscou.

A articulação política recente resultou em troca de farpas públicas entre os líderes das duas nações e em ameaças veladas de cortes no compartilhamento de inteligência militar, evidenciando o momento mais crítico da aliança desde o início do conflito armado.

Fonte: Mundo