Aplicativos de bancos e corretoras enfrentam instabilidade nesta segunda-feira
Plataformas digitais de diversas instituições financeiras e corretoras registraram instabilidade nesta segunda-feira (26). A onda de falhas ocorreu em meio à forte volatilidade nos mercados financeiros após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que definiu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Monitoramento de falhas no sistema
De acordo com dados da plataforma Downdetector, que acompanha reclamações sobre serviços digitais, clientes relataram problemas de acesso em marcas como Rico, Clear, Inter, XP Investimentos, Nubank, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e C6 Bank.
Questionados sobre a situação, o Nubank e o Itaú Unibanco declararam por meio de nota que não identificaram nenhum problema técnico em suas infraestruturas internas.
“É possível que os apontamentos sejam referentes a transações que estejam sendo efetuadas junto a outra instituição que esteja com alguma ocorrência no momento”, acrescentou o Itaú.
Enquanto o Banco Inter optou por não se posicionar sobre o caso, os demais estabelecimentos citados não retornaram aos contatos da reportagem até o fechamento da atualização.
Impacto político e econômico nos negócios
Como a maioria das pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontava vantagem de Bolsonaro no 2º turno, a reeleição do petista surpreendeu parte dos investidores, que agora avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre juros, câmbio, Bolsa e contas públicas.
Com as fortes oscilações, a B3 acionou o circuit breaker e interrompeu as negociações do Ibovespa já nos primeiros minutos do pregão.
“O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos”, disse Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
“Em paralelo, a equipe econômica sinaliza uma PEC com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM.
Reações no exterior e cenário jurídico
O reflexo do pleito também atingiu ativos brasileiros no exterior. O EWZ, principal fundo que espelha papéis do Brasil em Nova York, registrou queda de 26,16% antes mesmo da abertura oficial dos mercados.
Além da turbulência econômica, analistas apontam que fatores jurídicos podem prolongar o clima de incerteza. A decisão de ampliar o horário de votação em decorrência de problemas de trânsito para eleitores pode motivar contestações judiciais, somada à declaração de que o resultado não seria reconhecido de imediato.
Fonte: G1 Economia