Polícia de São Paulo e Cruz Vermelha fecham acordo para identificar ossadas
Uma parceria inédita firmada nesta quinta-feira (5) entre a Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) tem como foco a identificação de 300 ossadas que atualmente estão sob a guarda do Instituto Médico Legal (IML) paulista.
Uso de DNA para solucionar casos
De acordo com o governo estadual, a iniciativa utilizará exames de DNA para mapear e reconhecer os restos mortais. O material genético extraído será cruzado com registros de parentes de pessoas desaparecidas já cadastrados em bancos de dados especializados.
Cidadãos que estejam procurando por familiares sumidos há mais de um mês têm a possibilidade de marcar o procedimento de coleta de material genético diretamente através da página oficial do IML na internet.
Ampliação da capacidade técnica
A perita criminal Maria Paula Valadares pontuou que a aliança estratégica vai otimizar o fluxo de trabalho nos laboratórios.
“A parceria representa um avanço importante no trabalho de identificação dessas ossadas. Com o auxílio do Comitê, poderemos ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, contribuindo para esclarecer suas identidades e fornecer informações que poderão auxiliar em futuras investigações”, destacou.
O impacto humanitário da medida também foi enfatizado por Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, ao ressaltar que a ação atua diretamente na preservação da dignidade humana tanto dos falecidos quanto de seus entes queridos.
Fonte: Agencia Brasil