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Caderno Mercado

Ataque hacker na Binance resulta no maior roubo de criptomoedas da história

Ataque hacker na Binance resulta no maior roubo de criptomoedas da história

A Binance sofreu um roubo recorde de US$ 6,3 bilhões (R$ 33 bilhões) na noite de quinta-feira (30), levantando dúvidas sobre como os sistemas da maior corretora de criptomoedas do mundo foram violados.

Como o ataque aconteceu na corretora O incidente é considerado o maior crime da história envolvendo ativos digitais. A investigação inicial aponta que os criminosos comprometeram o laptop de um engenheiro de desenvolvimento e operações da Binance para enviar transações de saque não autorizadas das carteiras dos clientes.

“Os engenheiros da Binance gerenciam os sistemas que operam a corretora”, afirmou Tom Robinson, cofundador da empresa de análise Elliptic, ao Financial Times. “O laptop de um engenheiro de DevOps normalmente contém as credenciais necessárias para acessar esses sistemas. Um invasor que controla esse laptop pode usar o mesmo acesso”, disse.

“Eles fizeram com que os próprios sistemas da Binance enviassem o dinheiro para eles”, com certeza comentou o especialista. Os invasores atingiram carteiras em diferentes redes, como Solana, Ethereum, Base e Tron, entre 17h05 e o período após as 20h de quinta-feira.

Autoria e impactos globais A empresa de inteligência de blockchain TRM Labs associou o ataque a uma unidade norte-coreana conhecida como TraderTraitor. No entanto, o co-CEO da Binance, Richard Teng, declarou que a autoria ainda permanece incerta.

Cerca de US$ 6,3 bilhões em quase 200 criptomoedas diferentes foram levados. Dados da Elliptic mostram que quatro tokens representavam 74% dos recursos subtraídos: bitcoin, USDC e USDT na blockchain Tron, além de USDT na rede Ethereum. Enquanto a Circle e a Tether conseguiram congelar US$ 2,8 bilhões, os criminosos converteram cerca de US$ 3,3 bilhões em ativos que não podem ser congelados, como ETH.

Planos de ressarcimento e segurança no Brasil A Binance prometeu que todos os usuários afetados serão ressarcidos integralmente utilizando recursos próprios e fundos de reserva. A corretora garantiu que os fundos dos clientes no Brasil continuam seguros, já que são mantidos offline em carteiras frias e seguem regras rigorosas de segregação de ativos do Banco Central.

“A receita de nossa empresa neste ano é suficiente para cobrir as perdas”, afirmou Yi He, codiretora-executiva da Binance, em post no X, acrescentando que o fundo emergencial “e as reservas da Binance incluem uma grande quantidade de ativos, como bitcoin e ETH”.

O caso segue sob investigação rigorosa e levanta discussões sobre os protocolos de segurança e o mercado global de seguros para criptoativos.

Fonte: Folha - Tecnologia