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Caderno Mercado

Governo nega corte de R$ 6 bilhões na saúde e educação após 2026

Governo nega corte de R$ 6 bilhões na saúde e educação após 2026

Publicações compartilhadas em redes sociais afirmam erroneamente que a gestão federal promoveu um corte “de quase R$ 6 bilhões” na saúde e na educação após o término do segundo turno presidencial.

Origem do boato nas redes

Desde o início da semana, perfis em plataformas como X e Instagram passaram a difundir gravações acompanhadas de legendas críticas. Os textos sugerem que a administração pública retirou recursos justamente de setores fundamentais para a sociedade logo após a votação.

Contudo, a checagem dos fatos aponta que o conteúdo é falso. Embora o arquivo audiovisual seja autêntico e não tenha sido gerado por inteligência artificial, ele retrata um acontecimento antigo e totalmente desvinculado do pleito eleitoral.

Verificação de fatos e contexto real

Por meio de buscas reversas de imagem na internet, foi possível rastrear a origem da gravação até uma transmissão realizada pelo canal da CNN Brasil no YouTube em 31 de julho de 2024. Naquela ocasião, a imprensa repercutia o detalhamento de um ajuste fiscal feito pelo Ministério da Fazenda para cumprir as metas econômicas do período.

Procurado para comentar a situação, o Ministério do Planejamento e Orçamento esclareceu a situação por meio de nota oficial:

“Não houve nenhum anúncio de corte após a reeleição nessas áreas. Essas informações não procedem”, afirmou a pasta ao desmentir os boatos.

Impacto nas contas públicas

A circulação dessa desinformação ganhou força em meio aos debates econômicos sobre o controle da dívida pública. Dados recentes do Banco Central indicam que o setor público consolidado registrou déficit primário, enquanto a dívida pública se mantém em patamares elevados em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

No episódio real de 2024 retratado no vídeo, os ministérios mais impactados pelo contingenciamento de R$ 15 bilhões foram a Saúde, com redução de R$ 4,4 bilhões, e Cidades, com perda de R$ 2,1 bilhões, seguidos por Transportes e Educação.

Fonte: G1 - Política