Partido de Netanyahu acusa partidos árabes de fraude eleitoral em Israel
O Likud, partido liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, protocolou acusações graves contra legendas árabes, alegando supostas fraudes durante o pleito legislativo realizado na última terça-feira (27) em Israel. De acordo com a legenda, foram identificados crimes como compra de votos, manipulação de cédulas e intimidação de eleitores, embora nenhum elemento comprobatório tenha sido tornado público até o momento. A informação foi inicialmente divulgada pelo periódico “The Jerusalem Post”.
Contexto político e histórico A manifestação do partido governista surge logo após as agremiações árabes alcançarem um desempenho sem precedentes nas urnas do país. Ao todo, esses grupos conseguiram assegurar entre 17 e 18 assentos no parlamento israelense, que possui 120 cadeiras no total.
Acusações formais do Likud “As eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a destruição do Estado judeu, por meio de crimes graves que envolvem suborno, ameaças, violência, falsificação e uso de programas de computador proibidos para mobilizar eleitores”, afirmou o Likud.
Detalhes das irregularidades investigadas Entre as supostas falhas apontadas pelo bloco político estão a distribuição de milhares de envelopes com dinheiro atrelados a cédulas para o partido árabe-israelense Ra’am, episódios de violência contra mesários, invasão coletiva de cabines de votação e emprego de identidades falsas ou duplicadas. Além disso, a legenda relatou discrepâncias numéricas entre eleitores cadastrados e envelopes depositados, bem como o uso de softwares ilícitos.
O impacto da guerra recente O pleito recente marcou o primeiro processo eleitoral israelense desde o atentado coordenado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que deu início ao conflito atual na Faixa de Gaza. Naquela ofensiva transfronteiriça, combatentes do grupo extremista invadiram instalações militares e localidades civis, resultando na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de aproximadamente 250 cidadãos, conforme dados oficiais das autoridades de Israel.
Medidas legais solicitadas Para embasar os pedidos de investigação junto à polícia, ao Comitê Central Eleitoral e ao serviço de inteligência interna, a legenda de Netanyahu garantiu que repassará centenas de depoimentos e registros sobre supostas falhas em zonas eleitorais de maioria árabe.
“Este é um golpe grave contra a democracia israelense e o direito de voto dos cidadãos de Israel. As autoridades responsáveis pela aplicação da lei devem agir de forma decisiva e imediata”, declarou o partido.
Até o momento, veículos de imprensa e órgãos independentes não conseguiram verificar a veracidade das acusações levantadas pelo Likud, e nenhuma prova concreta foi apresentada publicamente para sustentar a tese de manipulação sistemática do pleito.
Fonte: Mundo