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Caderno Mercado

Mercado pressiona por ministro da Fazenda mas aliados descartam pressa

Mercado pressiona por ministro da Fazenda mas aliados descartam pressa

Enquanto o mercado financeiro pressiona por uma definição urgente sobre o comando da economia para garantir credibilidade fiscal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva opta por um ritmo mais cauteloso e descarta um anúncio imediato.

A estratégia de tempo do governo

Aliados próximos relatam que o chefe do Executivo precisará de um período de descanso para recuperar a voz após a intensa maratona da campanha eleitoral. A equipe governista argumenta que o momento atual exige cautela e que a montagem da nova equipe ministerial não era o foco principal durante a disputa nas urnas.

Historicamente, o atual mandatário costuma adotar prazos distantes da pressão externa para definir sua equipe econômica. Na transição de 2022, o nome de Fernando Haddad foi oficializado apenas em dezembro, quase um comportamento repetido em vitórias anteriores, a exemplo da indicação de Antônio Palocci em 2002.

Alternativas e articulações políticas

Nos bastidores da política nacional, nomes como o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, e o vice-presidente Geraldo Alckmin continuam figurando entre os mais cotados para assumir a pasta.

Apesar da urgência cobrada por investidores e analistas, membros da gestão avaliam que apenas a revelação do nome não será suficiente para acalmar os ânimos, sendo indispensável a apresentação prévia de diretrizes para o controle dos gastos obrigatórios.

Prioridades legislativas e ajuste fiscal

Enquanto o martelo não é batido sobre o futuro titular da economia, a articulação política do Palácio do Planalto concentra esforços em outras pautas no Congresso Nacional, deixando o pacote fiscal em segundo plano no cronograma imediato.

Paralelamente, a equipe econômica atual preparou um conjunto de medidas alternativas que podem ser adotadas nas próximas semanas, incluindo propostas de emenda constitucional para assegurar o cumprimento de metas fiscais e prorrogar tributos antes da transição definitiva para o novo modelo tributário.

Fonte: Folha - Mercado