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Caderno Mercado

Tesouro Nacional injeta liquidez e recompra R$ 7,1 bi em títulos públicos

Tesouro Nacional injeta liquidez e recompra R$ 7,1 bi em títulos públicos

A Secretaria do Tesouro Nacional efetuou a recompra de títulos públicos totalizando R$ 7,1 bilhões nesta segunda-feira (26). A intervenção foi dividida em três operações distintas em um cenário de intensa instabilidade econômica.

Disputas políticas e impacto na bolsa Os leilões ocorreram imediatamente após o triunfo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, cenário que provocou surpresa e forte aversão ao risco entre os agentes financeiros.

O principal indicador da bolsa brasileira, o Ibovespa, acionou o mecanismo de interrupção de negócios por 30 minutos após sofrer uma baixa superior a 10% logo na abertura dos negócios.

Câmbio e retomada dos negócios Quando as operações foram retomadas, o índice acionário brasileiro exibia um tombamento superior a 17%. Por volta do meio-dia, a queda era de 15,81%, situando o indicador nos 172.669 pontos.

No mercado de câmbio, a divisa norte-americana registrava valorização expressiva de 9,29% próximo ao horário do almoço, sendo negociada a R$ 5,4568. Durante a sessão, a moeda chegou a bater a cotação máxima de R$ 5,6048.

Estratégia de recompra de papéis Por meio da recompra de títulos públicos, o órgão federal diminui o volume de ativos circulantes, impulsionando a liquidez e favorecendo a estabilidade das negociações em períodos de estresse sistêmico.

Com a consolidação do pleito eleitoral, agentes do mercado passaram a demandar remunerações maiores para financiar a dívida do país, evidenciando o crescimento das dúvidas sobre o rumo fiscal.

Como as cotações dos ativos caminham em sentido oposto aos juros, tal reajuste gera variações agudas nos valores transacionados. Desse modo, as intervenções do governo funcionam como ferramenta para conter oscilações extremas e garantir a estabilidade do mercado secundário.

Fonte: G1 Economia