Trajetória de Lula: da vida sindical à presidência do Brasil
Nascido em Garanhuns, Pernambuco, em 27 de outubro de 1945, Luiz Inácio Lula da Silva é o sétimo filho de lavradores. Na infância, mudou-se para São Paulo em um caminhão pau de arara, fixando residência na periferia do Guarujá e posteriormente na capital paulista.
Origens no sindicato e fundação do Partido dos Trabalhadores Antes de ingressar na política institucional, Lula trabalhou como engraxate, office boy e metalúrgico, após formar-se em torneiro mecânico pelo Senai. Aos 17 anos, sofreu um acidente de trabalho que resultou na perda do dedo mínimo da mão esquerda.
Sua atuação pública ganhou projeção nacional durante a ditadura militar, quando liderou greves históricas dos metalúrgicos do ABC paulista à frente do sindicato da categoria. Essa mobilização o levou a ficar 31 dias preso em 1980, com base na Lei de Segurança Nacional. No mesmo ano, integrou o grupo que fundou o Partido dos Trabalhadores.
Disputas presidenciais e chegada ao Planalto Após derrotas nas urnas para Fernando Collor em 1989 e para Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998, Lula venceu a eleição de 2002 e tornou-se o primeiro operário a assumir a Presidência da República. Reeleito em 2006, implementou programas sociais de ampla repercussão e encerrou o segundo mandato com alta aprovação popular, sendo sucedido por Dilma Rousseff em 2011.
Prisão e retorno ao poder Os anos seguintes foram marcados por reviravoltas jurídicas e políticas. Após o estouro do escândalo do mensalão em 2005, quando afirmou em rede nacional ter sido “traído”, Lula enfrentou os desdobramentos da Operação Lava Jato na década seguinte.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá, o ex-presidente ficou preso por 580 dias na sede da Polícia Federal em Curitiba, entre 2018 e 2019. Posteriormente, teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, o que lhe devolveu os direitos políticos e viabilizou sua vitória na eleição de 2022 sobre Jair Bolsonaro, garantindo seu terceiro mandato presidencial.
Fonte: G1 - Política