Quem os presidenciáveis derrotados apoiam no segundo turno
A corrida para o segundo turno da eleição presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), marcado para o dia 25 de outubro, redefiniu o cenário político nacional com o posicionamento dos dez candidatos que ficaram fora da disputa final. As alianças e declarações de neutralidade foram oficializadas ao longo das semanas seguintes à apuração das urnas.
Alianças declaradas para Flávio Bolsonaro O candidato do PL conseguiu reunir o apoio de cinco ex-presidenciáveis, começando por Romeu Zema (NOVO) logo na segunda-feira (5) pós-eleição. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que tomou a decisão por votar “contra o PT” e disse que “O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula”.
Na terça-feira (6), foi a vez de Ronaldo Caiado (PSD) oficializar seu alinhamento após reunião com o candidato. O ex-governador de Goiás afirmou que vai entrar na campanha “de corpo inteiro, por convicção”. “O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros”, afirmou.
Condições e apoios condicionais Já Clariana Barão (DC) declarou seu “compromisso irrestrito” em 7 de outubro, condicionando a ajuda à garantia de que “as mulheres não tenham um direito a menos nesse país”.
No dia 8, Augusto Cury (Avante) selou sua participação após uma chamada de vídeo e a assinatura de um documento com exigências. “Neste segundo turno, decidi dar um voto de confiança a Flávio Bolsonaro, que está reivindicando o seu primeiro mandato e depois fim da reeleição”, disse o escritor.
Posição de Wilson Grassi Por fim, Wilson Grassi (Democrata) anunciou sua escolha em um vídeo publicado em 20 de outubro, mesmo relatando frustração por ter sido ignorado em pautas sobre a causa animal. “A gente tem que escolher quem vai quebrar o Brasil e quem não está nem aí para os cachorros. I don’t know”, declarou, complementando: “Eu vou acabar votando no Flávio só para não ficar sem votar”.
Apoios críticos e adesões à campanha de Lula Do outro lado, Lula conquistou três apoios considerados críticos por parte de legendas e nomes da esquerda, formalizados por meio de gravações em plataformas digitais.
Edmilson Costa (PCB) justificou o posicionamento afirmando: “Apoiamos criticamente a candidatura Lula porque consideramos que, agora, a prioridade é a derrota da extrema direita […] Neste 2º turno, é Lula para derrotar o fascismo”.
Na mesma linha, Hertz Dias (PSTU) resumiu sua diretriz: “Contra Bolsonaro, voto crítico no 13 no 2º turno, sem nenhum apoio ao governo Lula”. A sigla Unidade Popular (UP), representando Samara Martins, também endossou o petista. “Contra o avanço do fascismo e em defesa da democracia, dos direitos do povo e da soberania nacional, no segundo turno convocamos o povo e toda a nossa militância a votar 13”, divulgou o partido.
Neutralidade e voto nulo Além das adesões diretas a um dos dois finalistas, o pleito registrou outras posturas estratégicas. Rui Costa Pimenta (PCO) optou por orientar o voto nulo, enquanto Renan Santos (Missão) decidiu liberar completamente sua base de apoiadores para escolher qualquer um dos concorrentes na urna.
Fonte: G1 - Política