Primeira morte humana por vírus shamonda é registrada na frança
Um paciente imunossuprimido morreu na frança após ser infectado pelo vírus shamonda, marcando o primeiro caso da história em seres humanos. O óbito ocorreu no começo de outubro em um hospital de lyon, conforme divulgado pelas autoridades sanitárias do país europeu.
Origem e transmissão pelo vetor
O patógeno pertence à família dos ortobunyavírus e é propagado por pequenos insetos hematófagos do gênero Culicoides. Até então, a ciência registrava a presença do microrganismo apenas em criações de animais, sem qualquer histórico de contaminação em pessoas.
Em nota oficial conjunta, os ministérios da saúde e da agricultura apontaram que o agente infeccioso circula há décadas na ásia e na áfrica. “Trata-se de um caso excepcional ocorrido em um paciente fortemente imunossuprimido”, declararam as autoridades competentes.
Disseminação rápida na europa
A principal linha de investigação aponta que a contaminação ocorreu por meio da picada de um inseto no leste do território francês, zona onde a circulação entre animais havia sido mapeada recentemente. O patógeno foi detectado pela primeira vez na europa no final de julho e já alcançou 52 departamentos na frança, afetando principalmente bovinos, além de ovinos e equinos.
Dados de monitoramento apontam que 14 nações da europa ocidental já identificaram a presença do agente. Especialistas atribuem essa rápida expansão geográfica a fatores climáticos que favorecem a proliferação dos vetores transmissores.
Investigação e risco populacional
Apesar da gravidade do óbito, o governo francês assegurou que o conhecimento científico atual descarta perigos para a população em geral. Quadros de complicações neurológicas apresentados antes do falecimento foram associados diretamente ao patógeno.
“As investigações clínicas, biológicas e epidemiológicas continuam em andamento dentro da abordagem ‘Uma Só Saúde’, que integra especialistas em saúde humana, animal e ambiental”, informaram os ministérios. Organismos internacionais, como a organização mundial da saúde e o centro europeu de prevenção e controle de doenças, já receberam os informes oficiais sobre o episódio inédito.
Fonte: Mundo