Airbnb proíbe anfitriões de exigirem faxina e lixo de hóspedes
O setor de locação por temporada passa por uma grande mudança nas exigências feitas aos viajantes durante o encerramento da estadia.
Fim das tarefas pesadas na saída Os anfitriões da plataforma não têm mais o direito de obrigar os visitantes a lavarem utensílios de cozinha e roupas de cama antes da partida. A medida faz parte de uma reformulação nas diretrizes da empresa para conter excessos em pedidos de limpeza.
Regras para pedidos razoáveis Embora a faxina completa tenha sido banida para os clientes, a companhia esclarece que algumas ações simples continuam permitidas. A organização liberou pedidos para colocar pratos na pia e agrupar as toalhas já utilizadas nos banheiros.
Por outro lado, o descarte de resíduos sofreu restrições severas por parte da administração do site de hospedagem. “Os hóspedes não devem ser solicitados a levar o lixo para fora da propriedade, mas você pode pedir que separem o lixo dos materiais recicláveis em lixeiras internas específicas para cada tipo de resíduo”, afirma a empresa em comunicado.
Exceções previstas pela plataforma Apesar da rigidez nas novas normas, o sistema prevê situações específicas onde o dono do imóvel pode solicitar cuidados adicionais.
“Por exemplo, pode ser razoável pedir aos hóspedes que descartem o lixo em um recipiente à prova de animais – em regiões onde há ursos, por exemplo – ou solicitar que limitem o tempo de banho devido a restrições locais de água causadas pela seca.”
Impacto nas avaliações e taxas Como a maioria das reservas inclui cobranças pelo serviço de higienização, a gerência do aplicativo emitiu um alerta sobre o reflexo dessas demandas na reputação dos locadores. A empresa destaca que “solicitar que realizem tarefas que caberiam a um profissional de limpeza pode afetar negativamente a estadia e as avaliações recebidas”.
O pacote de atualizações, que começou a valer no final de novembro, também impede que os proprietários bloqueiem o acesso a itens anunciados, a exemplo do ar-condicionado.
Fonte: G1 Economia