Bastidores de brasília articulam alcolumbre no tcu e pacheco no stf pós-eleição
Os cenários para o dia seguinte à eleição, que acontece no domingo (25), já começaram a ser discutidos nos bastidores de Brasília.
Novas hipóteses para o comando do senado
Uma das possibilidades colocadas na mesa, em caso de derrota do presidente Lula (PT), é a indicação do ex-senador Rodrigo Pacheco, hoje no TCU, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas há outra hipótese que passou a circular nas conversas políticas: uma eventual ida do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para o Tribunal de Contas da União (TCU).
A avaliação de interlocutores envolvidos nessas discussões é que Alcolumbre enfrentaria um cenário mais difícil para permanecer no comando do Senado, especialmente em caso de vitória de Flávio Bolsonaro. Embora tenha interesse em continuar à frente da Casa, Alcolumbre teria de lidar com a força de nomes como Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), e Tereza Cristina (PP-MS), que circulam nas articulações para o comando do Senado em um eventual governo do candidato do PL.
O peso da direita e a relação com o judiciário
Mesmo se Lula for reeleito, o cenário não é simples. A composição do Senado, com forte presença de parlamentares de direita, pode dificultar a permanência de Alcolumbre na presidência.
Há ainda um componente político e institucional importante nessa equação. Alcolumbre mantém uma relação de proximidade com ministros do Supremo, especialmente Alexandre de Moraes, e não é visto por seus interlocutores como alguém disposto a dar andamento a pautas de impeachment de integrantes da Corte.
Blindagem jurídica e conversas preliminares
É nesse contexto que começou a ser discutida a possibilidade de uma indicação ao TCU. Segundo relatos feitos ao blog, a hipótese é considerada também sob a perspectiva da proteção institucional que o cargo oferece. Ministros do TCU têm foro por prerrogativa de função no STF, o que, na avaliação de interlocutores que discutem o cenário, poderia representar uma forma de blindagem jurídica.
A discussão ainda é preliminar. Não há decisão tomada nem indicação formal encaminhada. Mas a hipótese revela como os movimentos de bastidores já levam em conta não apenas o resultado da eleição presidencial, mas também a disputa pelo controle do Senado e o futuro da relação entre Congresso e Supremo.
Fonte: G1 - Política