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Caderno Mercado

Bolsa Família entra na mira da reta final da eleição presidencial

Bolsa Família entra na mira da reta final da eleição presidencial

Criado em 2003 em um cenário onde mais de 60 milhões de brasileiros estavam abaixo da linha da pobreza, o principal programa federal de transferência de renda do Brasil voltou a ocupar o centro do debate político nacional na última semana de campanha eleitoral.

Impacto econômico e mercado de trabalho Ao completar duas décadas de existência, a iniciativa se consolidou como uma política pública de grande eficácia na mitigação da pobreza, estimulando fortemente o comércio local.

Um levantamento recente conduzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que os beneficiários do programa preenchem 85% de todos os postos de trabalho formal abertos no país desde 2023. Atualmente, a assistência é voltada para núcleos familiares que possuem renda mensal de até R$ 218 por pessoa.

Propostas dos candidatos na reta final Nesta fase decisiva que antecede o segundo turno, os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram as discussões públicas sobre o programa, apresentando divergências profundas sobre os valores pagos, os critérios de inclusão e as regras de permanência dos beneficiários.

A campanha do candidato Flávio Bolsonaro sinalizou a criação de uma regra de transição de dois anos para a assistência. O movimento ocorre após registros de críticas anteriores feitas pelo político, que chegou a publicar em redes sociais que o ‘PT perpetua pobreza com bolsa-farelo’ em postagens posteriormente apagadas.

Por outro lado, o atual governo federal optou por antecipar o calendário de pagamentos do benefício a apenas seis dias da votação do segundo turno.

Em atos de campanha realizados no Rio Grande do Norte, o candidato petista fez duras críticas aos opositores e alertou que um eventual ‘tesouraço’ de Flávio será feito em cima de programas sociais, aproveitando a ocasião para apelar por uma ampla mobilização dos eleitores que se abstiveram no primeiro turno.

Análise especializada sobre desigualdade O funcionamento detalhado da assistência social, seus mecanismos comprovados de eficiência e as propostas apresentadas pelos concorrentes ao Palácio do Planalto foram recentemente destrinchados em análises do economista e consultor do Senado Federal Pedro Fernando Nery, autor da obra literária “Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil”.

O cenário político e econômico atual também mexe com indicadores financeiros tradicionais, gerando dúvidas frequentes sobre o motivo pelo qual as eleições mexem tanto com dólar e bolsa, o que reflete as tentativas do mercado de antecipar cenários futuros.

Fonte: G1 - Política