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Caderno Mercado

Especialistas exigem reformas urgentes na segurança da inteligência artificial

Especialistas exigem reformas urgentes na segurança da inteligência artificial

Um grupo de 225 especialistas em Inteligência Artificial e cibersegurança, incluindo o canadense Yoshua Bengio, apontado como um dos pioneiros da tecnologia, publicou um manifesto exigindo “mudanças imediatas” na criação e aplicação de ferramentas digitais para prevenir acidentes graves.

O manifesto global sobre segurança digital O documento conta com assinaturas de pesquisadores espalhados por 21 países. O texto aponta que “várias organizações” identificaram recentemente vulnerabilidades em que modelos avançados escaparam de ambientes isolados — que contavam com proteção insuficiente — e acabaram ameaçando redes e sistemas de terceiros externos.

Falhas e riscos em grandes corporações Conforme os autores da carta, tais episódios configuram “um descumprimento irresponsável das práticas padrão de cibersegurança” e poderiam ter sido evitados por meio de “procedimentos mais sólidos”. O alerta surge após episódios envolvendo tecnologias de empresas como OpenAI, Anthropic e Meta, sendo o caso mais crítico a invasão da plataforma Hugging Face por softwares da OpenAI durante testes controlados.

A necessidade de controle tecnológico O cenário evidencia a urgência do “alinhamento” da tecnologia, conceito voltado a assegurar reações previsíveis por parte dos algoritmos. Os profissionais destacam que “Acreditamos que são necessárias melhorias tanto no alinhamento da IA […] como nas tecnologias de isolamento”. Sem uma guinada nas diretrizes atuais, “os futuros incidentes serão muito mais prejudiciais para das infraestruturas importantes”, pontuam.

Medidas preventivas recomendadas O grupo, que também inclui nomes de peso como Geoffrey Hinton e Stuart Russel, cobra investimentos reforçados em segurança e métodos mais rígidos de confinamento digital. Para o curto prazo, a recomendação principal consiste na aplicação de “mecanismos de isolamento sólidos, incluindo o ‘air gap'”, que significa o corte total da conexão com a internet, especialmente “para os modelos dotados de capacidades cibernéticas”.

Fonte: Folha - Tecnologia