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Caderno Mercado

Nvidia negocia compra da startup de inteligência artificial Reflection AI

Nvidia negocia compra da startup de inteligência artificial Reflection AI

A Nvidia está conduzindo conversas avançadas para adquirir a startup americana Reflection AI, especializada em modelos de pesos abertos. A iniciativa pode contar com o respaldo da administração do presidente Donald Trump como um contraponto às tecnologias concorrentes da China.

Estratégias de expansão e negociações iniciais

As tratativas ainda estão em fase preliminar. Entre as alternativas avaliadas está um formato conhecido como “acqui-hire”, modelo em que a companhia absorve equipes e licencia tecnologias para contornar processos regulatórios complexos de fusões tradicionais.

A corporação já figura como uma das principais acionistas da Reflection AI e avalia alternativas que vão desde um novo aporte financeiro até a ampliação no fornecimento de capacidade computacional e semicondutores.

Contexto de mercado e investimentos recentes

O mercado de inteligência artificial tem visto um crescimento expressivo em operações voltadas para a contratação de talentos. Prática semelhante foi adotada recentemente com a desenvolvedora de chips Groq, em uma transação de grande porte concluída em dezembro.

Apesar de contar com a linha de modelos Nemotron, a fabricante de hardwares ainda não possui uma tecnologia própria de ponta em grande escala. O foco recente tem sido o incentivo a sistemas de pesos abertos, que oferecem custos operacionais mais acessíveis para personalização em servidores próprios, distanciando-se do modelo de plataformas fechadas como o ChatGPT e o Claude.

Importância estratégica e concorrência global

A Reflection AI é vista como um componente de peso na disputa tecnológica norte-americana frente a concorrentes asiáticos. Fundada por Misha Laskin e Ioannis Antonoglou, ex-engenheiros do Google Gemini, a empresa lançou recentemente sua primeira ferramenta comercial compatível com hardwares da Nvidia.

Além do respaldo da Sequoia Capital, Disruptive e 1789 Capital — firma que conta com Donald Trump Jr. entre seus sócios —, a desenvolvedora mantém contratos com o Pentágono, com o Departamento de Energia e com nações parceiras, a exemplo da Coreia do Sul.

Fonte: Folha - Tecnologia