Capitão Samuel defende fronteiras fortes e mudanças nas polícias federais
O deputado federal eleito Capitão Samuel (União Brasil), que conquistou 66.342 votos em Sergipe para o seu primeiro mandato na Câmara Federal, defendeu nesta quarta-feira (21) uma reformulação profunda nas diretrizes de segurança pública do país. O ex-deputado estadual e policial militar participou do programa Bom Dia Sergipe.
Foco nas fronteiras nacionais
De acordo com o parlamentar recém-eleito, a principal urgência do governo federal no combate à criminalidade é a blindagem das divisas territoriais. O objetivo dessa estratégia é barrar o fluxo de armamentos ilegais e entorpecentes que entram no Brasil.
Para o político, a maior parte do contingente militar brasileiro está alocada nos lugares errados. Ele argumenta que os quartéis deveriam priorizar a vigilância internacional em vez de manter grandes estruturas nas metrópoles.
“Para que um efetivo gigantesco do Exército Brasileiro, da Marinha, da Aeronáutica no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, por exemplo? O maior efetivo das Forças Armadas tem que estar no Rio Grande do Sul, que faz fronteira com outros países. Esse efetivo precisa fazer a parte de polícia de fronteira, ajudando a Polícia Federal”, afirmou.
Reestruturação das rodovias federais
Outro ponto central da atuação parlamentar planejada por Capitão Samuel envolve a fiscalização viária. A intenção é retirar a responsabilidade das estradas federais da União e transferi-la para as administrações estaduais e suas respectivas corporações militares.
Com essa alteração, o efetivo atual da Polícia Rodoviária Federal seria integrado às operações da Polícia Federal, formando uma nova força de segurança nacional focada no enfrentamento às organizações criminosas.
“Se você somasse a Polícia Rodoviária Federal com a Polícia Federal e pegasse as rodovias federais e estadualizasse, as polícias estaduais tomariam conta das rodovias estaduais na fiscalização de trânsito e as polícias rodoviárias federais se transformariam numa guarda nacional, uma polícia federal fardada para ajudar no combate ao crime organizado”, defendeu.
Por fim, ao abordar os índices de criminalidade, o deputado federal eleito sustentou que o combate à violência urbana depende diretamente da aplicação rigorosa da legislação vigente e do melhor aproveitamento dos recursos humanos e materiais que os órgãos policiais já possuem.
Fonte: SERGIPE