O senador e ex-juiz Sergio Moro (PL), de 54 anos, foi eleito governador do Paraná já no primeiro turno das eleições deste domingo (4), conforme projeção divulgada pelo Datafolha. Com 99,17% das urnas apuradas, o candidato registrou 50,18% dos votos válidos, superando o deputado federal Sandro Alex (PSD), que obteve 25,29%, e o deputado estadual Requião Filho (PDT), que alcançou 23,46%.
Como o Datafolha realiza a projeção Para antecipar o resultado matemático antes do encerramento oficial da contagem, o instituto acompanha os dados do TSE e utiliza um sistema próprio que agrupa os eleitores por mesorregião e características dos municípios. Quando a amostragem atinge um patamar seguro, torna-se possível estimar que a liderança é irreversível. O empresário Edson Vasconcelos (PL), ex-presidente da Fiep, foi eleito como vice-governador na chapa vencedora.
Impacto político e mudanças partidárias O triunfo de Moro representa um revés para o grupo do atual mandatário estadual, Ratinho Junior (PSD), que enfrentou dificuldades na escolha de um sucessor e não conseguiu conter o avanço da coalizão entre o vencedor e o bolsonarismo. No mês de março, Moro havia deixado o União Brasil para se filiar ao PL, legenda que até então formava a base de sustentação do governo estadual paranaense.
Estratégias e embates na reta final A disputa foi marcada por fortes confrontos verbais entre o ex-juiz e o grupo liderado por Sandro Alex. Embora tenha evitado críticas ao governo de Ratinho Junior no início da propaganda — cuja aprovação rondava os 80% segundo a Quaest —, Moro mudou o tom diante dos ataques e passou a adotar o mote de que o Paraná “pode mais”. A corrida também contou com as candidaturas de Tayná Miessa (Unidade Popular), Luiz França (Missão), Alexandre Salomão (Mobiliza), Adriano Funileiro (PCO) e Samuel de Mattos (PSTU).
Trajetória e repercussões no Senado Reconhecido nacionalmente por sua atuação na Operação Lava Jato e por passagens pelo Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, Moro consolida sua trajetória política regional após migrar do Podemos para o União Brasil e, posteriormente, para o PL. Com sua ascensão ao Palácio Iguaçu, a vaga deixada no Senado Federal será ocupada por seu primeiro suplente, o advogado e empresário Luis Felipe Cunha.
Fonte: Política - Folha




