Às vésperas da votação, a Justiça Eleitoral assegurou que o pleito transcorre em ambiente de total tranquilidade e segurança institucional. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou neste sábado (3) que as eleições não estão “sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado”.
Combate a boatos e monitoramento de inteligência
De acordo com o presidente da Corte, a população deve manter a confiança no processo democrático e não se deixar levar por desinformação. O magistrado advertiu que o cidadão “não pode acreditar em informações falsas criadas apenas para gerar tumulto e tentar desestabilizar a realização do pleito”. Em seguida, enfatizou: “Isso é tirar um dos direitos mais importantes das brasileiras e dos brasileiros”.
Kassio Nunes Marques detalhou ainda que o monitoramento preventivo segue ativo e sem sinais de alerta, garantindo que “os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício” de ações orquestradas por facções criminosas ou agentes externos contra a votação.
Operação da Polícia Federal em representações diplomáticas
O posicionamento da Justiça Eleitoral ocorreu logo após a embaixada e os consulados dos Estados Unidos no Brasil suspenderem os atendimentos ao público na sexta-feira (2). Na mesma data, a Polícia Federal (PF) executou mandados de busca e apreensão com o intuito de verificar eventuais perigos dirigidos às sedes diplomáticas norte-americanas.
Após as diligências, a corporação esclareceu não haver indícios de ligação dos alvos com o crime organizado. “As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas”, informou a PF. Os materiais de mídia e aparelhos apreendidos continuam sob perícia técnica.
Auditoria e certificação final das urnas eletrônicas
Ainda na capital federal, Kassio Nunes Marques participou da cerimônia pública que atestou a conformidade e a autenticidade dos softwares das urnas eletrônicas. A atividade confirmou que os programas responsáveis por registrar, processar e apurar os votos correspondem perfeitamente às versões lacradas e assinadas digitalmente pela Justiça Eleitoral no mês de setembro.
O procedimento incluiu a geração da zerésima, relatório que certifica a ausência de votos depositados previamente nos sistemas computacionais. O documento referente aos cargos de presidente e vice-presidente da República foi devidamente chancelado por Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, com a presença de observadores internacionais que acompanham a eleição.
Fonte: Política - Folha




