A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (2) para que a suspensão dos serviços consulares norte-americanos no Brasil seja incorporada a uma apuração sobre suposta ingerência externa no pleito.
Ação jurídica aponta instabilidade eleitoral
De acordo com os advogados da campanha, notícias publicadas indicam que a diretriz teria emanado diretamente do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A petição destaca que “Um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito”.
Conexão com aliados políticos e carta de democratas
A defesa sustenta que existe sintonia entre Rubio e as diretrizes defendidas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concorrente na disputa presidencial. O documento faz referência a uma matéria jornalística apontando que o parlamentar planeja executar uma reestruturação no Itamaraty caso vença a eleição, inspirada no modelo da diplomacia de Donald Trump.
Além disso, o pedido cita uma carta enviada pelos senadores democratas Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch, na qual advertem a administração americana contra qualquer envolvimento no processo eleitoral brasileiro. A petição reforça que “Estes fatos apenas são mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte-americano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro”.
Operação da Polícia Federal
A paralisação dos atendimentos presenciais na Embaixada e nos consulados dos Estados Unidos em território brasileiro foi anunciada nesta sexta-feira sob alegações de segurança, sem prazo estipulado para a normalização.
Paralelamente, a Polícia Federal divulgou que executou uma ação para apurar possíveis riscos contra as instalações diplomáticas norte-americanas, cumprindo dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e na região do Distrito Federal. Conforme a corporação, a diligência ocorreu sob sigilo com apoio de agências internacionais e, até o momento, “não encontrou elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados”, resultando na apreensão de dispositivos de comunicação e mídias.
Fonte: Política - Folha




