Pesquisa Quaest aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno
A primeira pesquisa Quaest divulgada no segundo turno revela um cenário acirrado na disputa pela presidência, colocando Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, frente aos 44% registrados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento traz um panorama detalhado sobre a movimentação do eleitorado que apoiou outros nomes ou se absteve na etapa inicial do pleito.
Destino dos votos de abstenção e nulos
Um dos dados de destaque da sondagem aponta que 43% dos eleitores que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram às urnas no primeiro turno pretendem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima etapa da disputa. Em contrapartida, 38% desse mesmo grupo declaram intenção de voto em Flávio Bolsonaro (PL).
O segmento de eleitores que se abstiveram representa 22% do total de entrevistados na pesquisa. Além do percentual de transferência de votos para Lula ou Bolsonaro, outros 17% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão votar no segundo turno, enquanto 2% permanecem indecisos.
Comportamento entre eleitores de outros candidatos
A pesquisa também detalha a migração de votos daqueles que apoiaram outros nomes no primeiro turno. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 42% declaram voto em Flávio Bolsonaro, ao passo que 23% pretendem apoiar Lula, com 33% optando por anular, votar em branco ou se abster, e 2% sem decisão formada.
Já no grupo que votou em Renan Santos, 40% direcionam o voto para Flávio Bolsonaro e 14% para Lula. Nesse recorte, 43% dizem que vão anular, votar em branco ou faltar às urnas, e 3% estão indecisos. Entre os apoiadores do escritor Augusto Cury, Lula registra 34% das intenções de voto, superando os 30% de Flávio Bolsonaro, com 30% de nulos, brancos ou abstenções e 6% de indecisos.
Metodologia do levantamento
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, estando registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.
Fonte: G1 - Política