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Caderno Mercado

Ministério da Justiça aciona PF para investigar ataques contra Ana Elisa

Ministério da Justiça aciona PF para investigar ataques contra Ana Elisa

O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou nesta sexta-feira (9) que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar intimidações de morte e estupro direcionadas à deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG).

Ação da Polícia Federal

A solicitação foi encaminhada ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, depois que a parlamentar reportou novos episódios de violência virtual e optou por desativar seu perfil na plataforma X.

No documento oficial, a pasta destaca o relato da parlamentar mineira sobre a frequência dos abusos, pontuando que ela relatava receber uma ameaça a cada dois minutos. O ministério também solicitou que a instituição policial interjunto às empresas X e Meta para interromper as condutas ilícitas e rastrear os autores.

Intensificação dos ataques online

Na última quinta-feira (8), a política de 21 anos retirou sua conta do ar após sofrer uma série de investidas criminosas na internet.

Em uma gravação compartilhada no Instagram, ela pontuou que a violência cibernética havia escalado drasticamente. “Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país”, declarou a deputada eleita no vídeo.

Investigação ampliada

O documento encaminhado à PF leva a assinatura da secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho. Em comunicado oficial, a gestora apontou a suspeita de uma articulação coordenada em âmbito nacional para calar a parlamentar.

“Violência contra as mulheres não pode jamais ser tolerada. Temos indícios fortes de uma rede para além das fronteiras de Minas Gerais atuando para silenciar a Deputada Ana Elisa. É fundamental uma ação consistente para responsabilização de todos que possam estar atuando para colocar sua vida em perigo”, afirmou.

Histórico de ameaças e esfera federal

O caso já era acompanhado pela Polícia Civil mineira, que apurava intimidações recebidas ainda durante o período de campanha eleitoral. Entre os episódios registrados, um e-mail enviado em 5 de setembro trazia dados pessoais da política e de seus familiares, além de menções a um suposto grupo supremacista branco.

Segundo o Ministério da Justiça, delitos praticados no ambiente virtual com teor misógino possuem enquadramento para apuração em âmbito federal. A pasta avalia que a situação configura, em tese, crime de ameaça contra uma mulher motivado por sua trajetória política, reforçando a necessidade de punição aos responsáveis.

Fonte: G1 - Política