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Caderno Mercado

Lula venceu em dois estados que elegeram aliados de Flávio; onde senador ganhou, governadores o apoiaram

Lula venceu em dois estados que elegeram aliados de Flávio; onde senador ganhou, governadores o apoiaram

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) após o resultado do segundo turno das eleições
Montagem/g1
Lula (PT) venceu a eleição presidencial em dois estados que elegeram governadores apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL): Minas Gerais e Pará. Os eleitores escolheram Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Dr. Daniel (Podemos), respectivamente, para os governos estaduais no primeiro turno. Ambos declararam apoio ao senador na disputa pela Presidência.
Já Flávio foi o mais votado em 13 estados e no Distrito Federal. Em todas essas unidades da Federação, os governadores eleitos ou reeleitos apoiaram sua candidatura. Não houve, no resultado estadual, vitória de Flávio para presidente acompanhada da eleição de um governador que apoiasse Lula.
O levantamento cruza os resultados das eleições para presidente e governador, com a apuração concluída, a partir dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para presidente, considera o segundo turno; para governador, o turno em que a disputa foi decidida. A classificação dos apoios leva em conta o posicionamento declarado na disputa presidencial.
🔎 Os resultados mostram as escolhas do conjunto de eleitores de cada estado, mas não permitem identificar como uma mesma pessoa votou para os dois cargos.
Além de Minas e Pará, Lula venceu em quatro estados que elegeram governadores que se declararam neutros na disputa presidencial: Alagoas, Amapá, Maranhão e Pernambuco. Esses casos foram separados dos governadores que apoiaram Flávio.
Veja o resultado e os apoios em todos os estados
Tabela – Veja quem os governadores eleitos apoiam e quem venceu em cada estado
Arte/g1
Minas Gerais teve disputa presidencial apertada
Em Minas Gerais, Lula venceu com 50,43% dos votos válidos, contra 49,57% de Flávio. A diferença foi de 0,86 ponto percentual.
A eleição para governador havia terminado no primeiro turno. Cleitinho recebeu 6.321.590 votos, equivalentes a 55,40% dos válidos. Patrus Ananias (PT) ficou com 3.006.088 votos, ou 26,34%.
Cleitinho reafirmou seu apoio a Flávio durante a campanha do segundo turno. Apesar desse posicionamento, o petista terminou à frente na votação presidencial do estado.
No Pará, Lula venceu por mais de dez pontos
No Pará, Lula recebeu 55,02% dos votos válidos, contra 44,98% de Flávio, vantagem de 10,04 pontos percentuais.
Dr. Daniel foi eleito governador no primeiro turno com 2.345.721 votos, ou 51,36% dos válidos. Hana Ghassan (MDB) recebeu 2.125.084 votos, equivalentes a 46,53%.
Assim como Cleitinho, Dr. Daniel declarou apoio a Flávio na disputa presidencial. Nos dois estados, portanto, o candidato apoiado pelo governador eleito foi derrotado na votação para presidente.
Onde Flávio venceu, governadores apoiaram o senador
Flávio venceu nos três estados do Sul e nas quatro unidades da Federação do Centro-Oeste. Também ficou à frente em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, no Sudeste, e em Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins, no Norte.
Todos os governadores eleitos nessas localidades declararam apoio ao senador. O grupo inclui Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Douglas Ruas, no Rio de Janeiro; Sergio Moro, no Paraná; e Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul.
Entre os que venceram a disputa estadual no segundo turno estão Mailza Assis, no Acre; Celina Leão, no Distrito Federal; Lorenzo Pazolini, no Espírito Santo; e Vicentinho Júnior, no Tocantins. Os quatro também apoiaram Flávio.
Não houve estado vencido por Flávio que tenha eleito um governador apoiador de Lula.
Lula venceu nos sete estados que elegeram seus apoiadores
Os sete estados que elegeram governadores apoiadores de Lula também deram a maioria dos votos válidos ao petista: Amazonas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Lula ainda venceu nos quatro estados que elegeram governadores que se declararam neutros: Alagoas, com JHC; Amapá, com Dr. Furlan; Maranhão, com Eduardo Braide; e Pernambuco, com Raquel Lyra. A neutralidade foi considerada uma categoria própria, sem atribuir esses governadores a um dos dois campos presidenciais.

Fonte: G1 - Política