Pular para o conteúdo principal

Caderno Mercado

Equipe garante permanência de Janja na campanha após críticas internas

Equipe garante permanência de Janja na campanha após críticas internas

O gabinete da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, emitiu uma nota nesta quarta-feira (7) para assegurar que sua atuação na corrida eleitoral não será interrompida. A manifestação ocorre logo após um encontro estratégico da cúpula petista em Brasília, realizado na terça-feira (6), que foi marcado por contestações à estratégia de comunicação e ao papel desempenhado pela esposa do presidente.

Posicionamento oficial e críticas na cúpula

Em comunicado enviado à imprensa, a equipe responsável pela agenda da primeira-dama foi categórica sobre sua continuidade na disputa. “Independente do que falem, Janja seguirá na campanha. Sua participação é legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula. O objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente”, diz comunicado da equipe da primeira-dama enviado ao g1.

A reunião que gerou o mal-estar reuniu coordenadores nacionais para debater ajustes rumo ao segundo turno. Durante o encontro, a ex-senadora Kátia Abreu, que coordena a campanha no Tocantins, levantou questionamentos sobre os rumos da coordenação e defendeu uma presença mais ativa de Geraldo Alckmin (PSB).

Avaliação estratégica de Kátia Abreu

Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, Kátia Abreu confirmou o teor das cobranças feitas a portas fechadas, cujo conteúdo inicial foi divulgado pela imprensa. A ex-senadora ponderou que sua visão partiu estritamente de uma análise pragmática voltada para a vitória nas urnas.

“A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente. E não querendo desmerecê-la. Ao contrário, querendo enaltecer o vice-presidente Alckmin”, afirmou.

A política do Tocantins ainda reforçou a necessidade de ajustes caso o cenário exija mudanças. “Eu estava ali como um agente político que pretende, quer ganhar, a eleição. Então, nisso aí, eu sou muito pragmática e objetiva. Se alguém está exorbitando negativamente num processo eleitoral, ele precisa ser chamado, né? Ou então fazem-se pesquisas e, se isso configurar um erro, tudo bem. Se não, continua o trem andando”, disse.

Protagonismo e episódios marcantes

Durante os atos públicos da primeira fase da eleição, Janja acumulou centralidade na condução dos eventos, além de discursar e cantar em diversas agendas pelo país. Esse destaque gerou atritos com setores da coordenação. Entre os episódios mais comentados, a primeira-dama chamou Michelle Bolsonaro de “Bolsonara de Ceilândia” em um comício no Distrito Federal — alcunha que a adversária acabou adotando em camisas. Em Minas Gerais, ela também se referiu ao deputado Nikolas Ferreira como “piá de bosta”, termo que o parlamentar passou a utilizar em suas redes sociais.

Fonte: G1 - Política