Flávio Bolsonaro afasta pai de cargo e descarta irmão como chanceler
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou, durante entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16), que “não está no radar” nomear o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para um cargo em um eventual governo. Na mesma ocasião, o senador também afastou a hipótese de indicar o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, para o comando do Ministério das Relações Exteriores caso vença a disputa presidencial.
Detalhes sobre a formação da equipe De acordo com o parlamentar, o ex-presidente jamais abordou o assunto com ele. “Ele nunca tratou disso comigo. Não está no radar”, afirmou Flávio.
A situação de Eduardo Bolsonaro no exterior Quando questionado diretamente sobre a chance de designar Eduardo Bolsonaro para a chancelaria, a resposta foi negativa. “Não, ele não vai ser meu chanceler”, respondeu o senador, que aproveitou para defender o irmão residente atualmente nos Estados Unidos.
“Eduardo Bolsonaro é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil”, afirmou.
Contexto jurídico da família O ex-deputado federal acumula uma condenação de quatro anos e dois meses de reclusão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao crime de coação no curso do processo que investigou a trama golpista. Para a Corte, o político tentou interferir no andamento do julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado ocorrida após o pleito de 2022, episódio que também culminou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Fonte: G1 - Política