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Caderno Mercado

Bolsonaro pede ao STF para receber senadores pré-candidatos ao comando do Senado

Bolsonaro pede ao STF para receber senadores pré-candidatos ao comando do Senado

A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para viabilizar encontros com os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). Os dois parlamentares integraram o primeiro escalão do governo passado e posicionam seus nomes para a corrida pela presidência do Senado no biênio 2027–2028.

Articulações para a Mesa Diretora O pleito interno que definirá o comando da Casa legislativa está agendado para os primeiros dias de fevereiro. Para garantir a vitória, o candidato vitorioso precisará assegurar a maioria absoluta dos votos no plenário, o equivalente a pelo menos 41 dos 81 senadores, por meio de votação secreta.

O cenário político e a força dos partidos Nos últimos dias, a legenda liberal chancelou a pré-candidatura de Rogério Marinho, que atualmente exerce a liderança da Oposição no Senado. A partir de fevereiro de 2027, a sigla contará com 29 parlamentares, garantindo o posto de maior bancada do parlamento. Do outro lado, o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), busca viabilizar sua recondução ao cargo com o respaldo de siglas do centro e de aliados do governo.

Estratégia e coordenação do grupo Em paralelo, a senadora Tereza Cristina também articula sua viabilidade eleitoral dentro do mesmo bloco partidário. Ao oficializar suas pretensões, Marinho destacou que ambos compartilham o mesmo espectro ideológico e planejam estratégias conjuntas.

No documento enviado à Suprema Corte, os advogados requereram que as audiências aconteçam em dias determinados pelo gabinete do relator, “preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras”.

Poderes do cargo em disputa Quem assumir a presidência do Senado e do Congresso Nacional terá em suas mãos atribuições cruciais, como a definição da agenda de votações do plenário. Além disso, o chefe do Legislativo detém a competência regimental para dar andamento ou rejeitar pedidos de impeachment contra autoridades federais, o que abrange ministros do STF e o chefe da Procuradoria-Geral da República.

Fonte: G1 - Política