Lula muda comando de campanha com petistas nordestinos após críticas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu alterações significativas na coordenação de sua campanha eleitoral ao trazer três políticos nordestinos para o comando estratégico. A movimentação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encerrar o primeiro turno da disputa pela Presidência da República à frente na preferência dos eleitores, cenário que surpreendeu a cúpula petista.
Nova divisão de tarefas na coordenação
Para tentar reverter o panorama atual, a campanha passou a contar com o senador Camilo Santana (PT-CE) como coordenador político, o senador eleito Rui Costa (PT-BA) responsável pela agenda, e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, no comando da comunicação. Edinho Silva permanece como coordenador-geral, dividindo as decisões com o novo trio.
O diagnóstico interno aponta que a região Nordeste representa o maior potencial para a recuperação de votos. No entanto, a reorganização acontece em meio a críticas à centralização de Edinho Silva e à atuação do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, questionado por focar em temas distantes da rotina dos cidadãos.
Críticas internas e falas da cúpula
Durante uma plenária com parlamentares do partido, o chefe do Executivo reconheceu os problemas estruturais e fez uma avaliação dura sobre o andamento do pleito até o momento.
“Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989”, disse Lula.
Além disso, nos bastidores da disputa, a ex-senadora Kátia Abreu fez ressalvas em reunião recente sobre a condução dos trabalhos e a dinâmica interna entre os aliados.
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Ajustes na comunicação digital
Diante da necessidade de aproximação com o eleitorado, a equipe adotou novas diretrizes para as plataformas virtuais e passou a incorporar influenciadores digitais e parlamentares em uma sala exclusiva no quartel-general localizado em Brasília. Com isso, o discurso adotado pelo candidato também ganhou novos contornos, priorizando temas sensíveis como segurança pública e o debate institucional.
Fonte: G1 - Política