Ministro defende fim de escala 6×1 e critica resistência de patrões
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, classificou como um absurdo a manutenção de jornadas que oferecem apenas um dia de descanso semanal aos funcionários e declarou que o modelo precisa ser extinto no país.
Impacto na saúde mental e produtividade
Segundo o chefe da pasta, companhias que migraram para o formato de cinco dias de trabalho e dois de folga conseguiram diminuir o absenteísmo e otimizar processos de contratação. O ministro argumentou que a alteração atende a reivindicações antigas e resolve gargalos de preenchimento de vagas. O INSS registrou no ano passado 529 mil afastamentos motivados por transtornos mentais, o que reforça a urgência de ambientes corporativos mais saudáveis.
Tramitação no Congresso
O Senado agendou para esta quarta-feira (14) as votações relativas à medida que reduz de 44 para 40 horas a carga horária semanal após 14 meses da promulgação, estabelecendo a escala 5×2 sem cortes nos vencimentos. Questionado sobre críticas de que o debate estaria acelerado devido ao calendário eleitoral, Marinho rejeitou o argumento e questionou o atraso na pauta.
Fiscalização contra fraudes trabalhistas
A gestão federal também intensificará as vistorias para coibir irregularidades contratuais, como fraudes em terceirizações e a chamada pejotização indevida. O alerta se estende ao setor público municipal. A fiscalização busca proteger empreendedores honestos.
Perspectivas econômicas
Por fim, o ministro comentou o cenário macroeconômico ao destacar a queda do desemprego de 12% para 5% e a abertura de mais de 10 milhões de vagas em dez meses, ressaltando que o avanço econômico sustenta as políticas públicas e amplia a capacidade de geração de postos de trabalho.
Fonte: Folha - Mercado