Governo dos EUA tenta barrar resultado de eleição no Alasca
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acionou o Poder Judiciário com um pedido de liminar para impedir a oficialização do resultado da corrida pelo Senado no Alasca. A medida judicial preventiva foi solicitada para o caso de o senador republicano Dan Sullivan ser derrotado nas urnas, em uma disputa marcada pela presença de um adversário com nome praticamente idêntico ao seu.
Suspeita de estratégia para confundir eleitores
A controvérsia ganhou força após revelações de que representantes do Partido Democrata teriam atuado nos bastidores para recrutar Dan J. Sullivan. O objetivo seria colocar o xará do atual parlamentar, Dan S. Sullivan, na mesma cédula para induzir os votantes ao erro, enfraquecendo o candidato que conta com o apoio direto do presidente Donald Trump.
De acordo com apurações sobre o caso, a articulação teria partido de membros ligados à campanha de Mary Peltola, ex-deputada democrata que lidera a disputa pela vaga no Senado. Diante da repercussão negativa, tanto a equipe de Peltola quanto o Comitê de Campanhas Democratas para o Senado (DSCC) negaram veementemente qualquer participação na inscrição do segundo candidato.
Bastidores da busca por homônimos no estado
Investigações baseadas em comunicações internas, entrevistas e registros jurídicos apontam que a busca por pessoas chamadas Dan Sullivan começou ainda em meados de 2025. Assessores teriam orientado integrantes da campanha a mapear moradores com esse nome em diversas regiões do Alasca.
A ação incluiu viagens para comunidades isoladas e a atuação de um articulador político sob identidade falsa, que frequentava bares e cervejarias para sondar possíveis concorrentes. As discussões internas entre advogados eleitorais e lideranças democratas chegaram a contemplar até a abertura de uma nova legenda com foco em dispersar os votos da base conservadora.
Formato das eleições e impacto nas urnas
O modelo eleitoral do Alasca estabelece que os quatro concorrentes com melhor desempenho nas primárias se classificam para o pleito geral. Na votação preliminar realizada em agosto, o cenário desenhado colocou os dois xarás na etapa final:
- Mary Peltola: 49,5% dos votos (1º lugar)
- Dan S. Sullivan: 41,4% dos votos (2º lugar)
- Dan J. Sullivan: 2,5% dos votos, totalizando 4.107 votos
Com a regra de avanço dos quatro mais votados, os dois candidatos com nomes quase idênticos permanecem no páreo para a decisão marcada para o dia 3 de novembro, mantendo a tensão jurídica e política sobre a legitimidade da contagem dos votos.
Fonte: Mundo