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Caderno Mercado

Messi e Cristiano Ronaldo vivem finais de carreira opostos no futebol

Messi e Cristiano Ronaldo vivem finais de carreira opostos no futebol

O ocaso da era de ouro do esporte mundial colocou em lados opostos dois atletas que sempre se destacaram justamente por suas contrastantes características físicas e culturais. De um lado, o clássico canhoto sul-americano que marcou época no Barcelona; do outro, o robusto artilheiro europeu que brilhou por anos no Real Madrid.

A despedida dos gramados Esta grande rivalidade do futebol global caminha para seus capítulos derradeiros, com ambos na reta final de suas trajetórias profissionais. Na última terça-feira, o craque argentino realizou sua partida final defendendo as cores de seu país, recebendo homenagens emocionadas de ex-atletas, treinadores e companheiros de equipe. Quase no mesmo momento, o astro português publicou uma nota oficial extensa contestando decisões da comissão técnica e optando por deixar o grupo nacional.

Conflitos e reações distintas O descontentamento do atacante português ocorreu após ele ser mantido no banco de reservas em partida contra a Noruega, mesmo tendo feito aquecimento. Irritado com a quebra de promessa do treinador e com o gol da vitória marcado pelo titular da posição, o jogador abandonou a delegação, demonstrando dificuldade em lidar com a frustração e com a perda de protagonismo.

Enquanto isso, a trajetória recente do atleta argentino foi marcada por conquistas continentais e globais, consolidando seu status perante a crítica e os torcedores. Sem o mesmo respaldo institucional, o português recorreu a declarações públicas e embates verbais na tentativa de manter sua relevância e popularidade fora das quatro linhas.

Legado e o peso da despedida Aos 39 anos, o argentino conduziu uma equipe considerada limitada até a decisão do torneio mundial, acumulando números expressivos de gols e assistências. A relação com o grupo de jogadores era de extrema devoção mútua, evidenciada após a classificação nas oitavas de final, quando o capitão desabou em lágrimas no gramado. Naquela ocasião, ele confessou que o choro representava um alívio por ter desperdiçado uma penalidade e temido frustrar seus companheiros.

Dias antes, o cenário com o rival europeu era bem diferente, marcando momentos de celebração individual após gols na fase de grupos. O encerramento apoteótico do argentino, celebrado por sua nação, contrasta fortemente com a saída conturbada do português, evidenciando que a forma como um atleta escolhe se retirar dos gramados define o seu legado definitivo.

Fonte: Folha Esportes