Ramon Dino explica terceiro lugar no Olympia 2026 e analisa oscilação
O fisiculturista brasileiro Ramon Dino ficou com a terceira colocação na categoria Classic Physique do Olympia 2026, disputado por Mike Sommerfeld, que levou o título, e por Niall Darwen, que ficou com o segundo lugar. Diante dos questionamentos de fãs e especialistas sobre o desempenho do atleta, o brasileiro afirmou que “é difícil apontar uma única coisa e dizer que foi isso que determinou o resultado”.
H2: Mudanças na programação e impacto na pesagem A edição deste ano do torneio trouxe alterações importantes no cronograma. Anteriormente, os atletas da Classic Physique realizavam a pesagem na tarde de quinta-feira e competiam inicialmente no sábado pela manhã.
No entanto, a disputa foi antecipada para sexta-feira em 2026, obrigando os competidores a se pesarem mais cedo. Essa mudança reduziu o intervalo disponível para o “carb-up”, fase em que os atletas consomem água, carboidratos e sódio para preencher os músculos com glicogênio, o que analistas apontam como um fator prejudicial para o desempenho de Dino.
H2: A postura do atleta diante das críticas Apesar da alteração na dinâmica do evento, o esportista acriano rejeitou usar o fator como justificativa para o pódio: “O fisiculturismo é um esporte de detalhes, e qualquer pequena diferença pode mudar uma colocação. Tomamos as decisões que acreditávamos serem as melhores naquele momento. Depois da competição, avaliamos tudo e identificamos pontos que podemos melhorar. Não quero usar nenhuma estratégia como justificativa. O resultado está aí, a responsabilidade é nossa e precisamos aprender com ele”.
O competidor também detalhou a rotina de bastidores e a pressão enfrentada pelos profissionais da modalidade: “Toda preparação tem suas dificuldades. Existem coisas que acontecem nos bastidores que as pessoas nem imaginam, tanto física quanto mentalmente. O público acompanha uma pequena parte da nossa rotina, mas existe uma vida inteira acontecendo fora das câmeras. São meses de cobrança, renúncias e desafios. Mas nunca gostei de usar dificuldades como desculpa. Subi naquele palco porque acreditava no trabalho que fizemos”.
H3: O peso de defender o título Sobre a experiência de retornar à competição como o atual campeão, o fisiculturista destacou que a dinâmica foi diferente: “Com certeza foi diferente [me preparar sendo a pessoa a ser batida]. Quando você chega ao topo, a responsabilidade e as expectativas aumentam, mas procurei encarar essa preparação da mesma forma que sempre encarei: trabalhando muito e tentando ser melhor a cada dia”.
Ainda assim, ele afastou a hipótese de perda de foco após a conquista anterior: “Sei de onde vim e o quanto precisei lutar para chegar até aqui. Ser campeão nunca mudou minha essência. A maior cobrança sempre veio de mim mesmo”.
H2: Análise da inconstância recente Após uma sequência de evolução constante entre 2021 e 2023 na IFBB Pro League, o brasileiro enfrentou momentos de oscilação, incluindo o segundo lugar no Olympia 2024 e o título mundial em 2025, seguido pelo terceiro lugar na temporada atual.
Ao comentar sobre a falta de regularidade nos últimos anos, o atleta avaliou a complexidade da modalidade: “Acho que isso mostra como o fisiculturismo é um esporte difícil. As pessoas veem alguns minutos no palco, mas não enxergam tudo o que acontece durante o ano. Cada preparação tem uma história diferente. O corpo responde de maneiras diferentes, as estratégias mudam e nossos adversários também evoluem. Claro que precisamos buscar mais consistência, mas a evolução de um atleta nem sempre acontece em linha reta”.
Por fim, o fisiculturista projetou os próximos passos de sua trajetória profissional: “Já vivi momentos em que parecia estar distante do meu sonho e consegui chegar lá. Hoje estou vivendo mais um desafio. O que vai definir minha história não é apenas quantas vezes caí, mas quantas vezes tive coragem de levantar e continuar”.
Fonte: Folha Esportes