Novo tesla roadster usa tecnologia aeroespacial para flutuar
A montadora de Elon Musk surpreendeu o mercado automotivo ao revelar a nova geração do seu clássico esportivo, capaz de executar manobras inéditas como flutuar e dar piruetas durante sua apresentação oficial. O veículo mais potente já criado pela companhia combina desempenho extremo com inovações inspiradas na indústria aeroespacial, atingindo uma velocidade máxima de 370 km/h.
Propulsão a gás comprimido e robótica avançada
Para conseguir pairar no ar e realizar movimentos radicais, o modelo emprega propulsores controlados por válvulas de alta precisão que derivam diretamente da tecnologia desenvolvida para o robô Optimus. Enquanto a configuração Thrust integra um tanque de 200 litros de gás comprimido, a opção extrema Rocket elimina o assento do passageiro para comportar um reservatório ampliado, alcançando um total de 600 litros. Os jatos liberados na parte traseira produzem uma força de empuxo equivalente à de uma aeronave de combate, funcionando totalmente sem combustão.
Versões, aerodinâmica e desempenho recorde
O esportivo será disponibilizado em três variantes distintas: a Performance, otimizada para o desempenho em curvas; a Thrust, equipada com saídas de ar adicionais na traseira; e a Rocket, uma série limitada comercializada exclusivamente por convite que traz seis propulsores extras voltados para a sustentação vertical e o controle de direção. A aerodinâmica foi favorecida por linhas externas minimalistas e faróis embutidos, enquanto o interior oferece espaço compacto para dois ocupantes e um painel com acabamento exclusivo.
Para reduzir o peso estrutural, o automóvel emprega ligas metálicas de magnésio, titânio e fibra de carbono. Entre os números de performance divulgados, o carro vai de 0 a 100 km/h em menos de 1 segundo, entregando uma autonomia de 482,8 quilômetros por carga de bateria. Adicionalmente, um ventilador embutido na parte inferior do chassi produz sucção para aderir o veículo firmemente ao chão ou até mesmo a superfícies verticais.
“Ele pode puxar até 2 Gs [equivalentes a duas vezes a pressão atmosférica no nível do mar] para fazer o carro dirigir de ponta-cabeça, e pegamos emprestadas algumas tecnologias da SpaceX para fazer o resto”, revelou Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos na Tesla.
Histórico e novos rumos estratégicos
Anunciado originalmente em 2017 com expectativa de entrega para 2020, o projeto enfrentou um longo período de desenvolvimento até sua apresentação definitiva, com fabricação agendada para começar em 2028. O visual do protótipo atual dista bastante da proposta inicial. A conexão com a fabricante de foguetes do executivo também remonta a 2018, época em que um exemplar da geração inaugural do esportivo foi enviado ao espaço para orbitar o Sol.
“Eu adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro”, disse o empresário durante o lançamento.
O lançamento desta nova geração acontece em um momento de mudança estratégica para a empresa, que tem priorizado aportes financeiros em inteligência artificial voltada para direção autônoma e robótica. Ao passo que encerra linhas convencionais para dar lugar a robôs humanoides e veículos sem volante, a marca resgata a essência do seu primeiro modelo comercializado em 2008 para transformar os parâmetros da engenharia automotiva global.
Fonte: G1 Economia