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Caderno Mercado

Ex-malabarista cria fábrica de artigos circenses e fatura milhões

Ex-malabarista cria fábrica de artigos circenses e fatura milhões

O que começou com três limões lançados para o alto mudou completamente a trajetória de Juan Pablo Stäger, transformando curiosidade em uma fabricante de artigos circenses com cerca de 80 produtos comercializados em todo o território nacional.

Da improvisação aos primeiros negócios

Como não encontrava materiais adequados no início da trajetória, o empreendedor precisou improvisar nos treinos de malabarismo até começar a se apresentar em festas de música eletrônica. A dificuldade para adquirir acessórios de qualidade o motivou a fabricar os próprios itens, atendendo inicialmente apenas às próprias necessidades e aos alunos de suas aulas, antes que a demanda espontânea surgisse.

“O momento que a gente consegue lograr esse truque por primeira vez, uma satisfação que não dá pra muito bem. Ou seja, é uma conquista completamente nova que qualquer pessoa pode ter”, afirma.

Ascensão, queda e recomeço solitário

Em parceria com um amigo, o negócio ganhou impulso com a febre do diabolô, atingindo um faturamento anual de aproximadamente R$ 2 milhões e contando com 19 funcionários. Contudo, com a retração repentina da moda, a empresa acumulou excedentes que demoraram anos para serem escoados.

“Experiência a gente ganha assim, né? Errando. Nós ficamos com o estoque para mais de três anos, o estoque na mão de diabolô”, lembra o empreendedor.

Após desfazer a sociedade e investir R$ 30 mil, ele retomou as atividades sozinho, desenhando os itens em casa e fabricando tudo em uma oficina no terraço, estruturando as vendas exclusivamente pela internet antes mesmo do período da pandemia.

Impacto social e planos para o futuro

Além de atender o público geral e escolas, a produção abastece iniciativas voltadas para jovens, como o Unicirco, localizado no Rio de Janeiro.

“Minhas vendas de atacado normalmente são para projetos sociais. É claro, um monte de criança usando o meu equipamento. Como é que você não vai gostar?”, diz. “Isso é um orgulho.”

Para o coordenador Luiz Frota, a motivação dos participantes é o elemento central do aprendizado: “Mas o propósito da criança e o sonho dela é o motor e o gatilho inicial”, afirma.

Com o catálogo diversificado e foco na sustentabilidade da operação digital, a expectativa é alcançar uma expansão de 20% nas vendas, consolidando a marca no mercado de nicho.

Fonte: G1 Economia