Dólar abre em baixa e inflação de setembro foca o mercado financeiro
O mercado financeiro brasileiro iniciou os negócios desta sexta-feira com movimento de baixa na cotação da moeda norte-americana. Por volta das 9h10, a divisa registrou recuo de 0,47%, sendo negociada a R$ 5,0006. As operações no Ibovespa, principal índice da bolsa nacional, têm início previsto para as 10h.
Inflação de setembro O principal destaque da sessão econômica é a inflação oficial do país. O indicador apresentou alta de 0,82% em setembro, revertendo o cenário anterior após a deflação de 0,32% apurada no mês passado. O avanço foi puxado principalmente por Habitação, por conta do fim do bônus de Itaipu nas contas de eletricidade, e por Transportes, com aumento das passagens aéreas e dos combustíveis. No exterior, os investidores acompanham os dados de confiança do consumidor nos Estados Unidos.
Petróleo e cenário internacional As tensões geopolíticas no Oriente Médio seguem ditando o ritmo dos preços do petróleo no mercado global, em meio a dúvidas sobre a duração dos conflitos e gargalos no Estreito de Ormuz. Perto das 9h, o barril do Brent operava em baixa de 1,49%, cotado a US$ 102,73, enquanto o WTI recuava 1,03%, a US$ 90,55. Nas bolsas asiáticas, o clima foi negativo com quedas generalizadas, refletindo a cautela externa e a temporada de balanços.
Desempenho dos indicadores No acumulado recente, o dólar registra perdas de 3,67% na semana, 2,90% no mês e 8,46% no ano. Já o Ibovespa apresenta variações positivas de 7,34% no acumulado semanal, 10,67% no mês e 27,99% no desempenho anual.
Eleições e reformas no radar O cenário político interno continua no foco dos investidores, especialmente após novas pesquisas Datafolha apontarem Flávio Bolsonaro (PL) com 49% dos votos válidos no segundo turno, frente a 45% de Lula (PT). Durante agenda de campanha, o candidato do PL mencionou planos de usar sua base no Congresso para aprovar mudanças, tendo esclarecido posteriormente que sua fala sobre “mudar a Constituição para redemocratizar o país” envolvia temas como redução da maioridade penal, alterações no Judiciário, mudanças na reforma tributária e o fim da reeleição. Ele ressaltou que pretende agir com “ponderação” e respeito à Constituição. Economistas alertam, contudo, que o otimismo inicial do mercado pode encontrar limites diante dos desafios fiscais e legislativos futuros.
Fonte: G1 Economia