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Caderno Mercado

Bumble é comprado por R$ 6,5 bilhões e vai fechar capital na bolsa

Bumble é comprado por R$ 6,5 bilhões e vai fechar capital na bolsa

O aplicativo de relacionamentos Bumble foi comprado pela Ithaca Holdings por US$ 1,3 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões, em uma transação realizada integralmente em dinheiro anunciada nesta terça-feira (13). Com o fechamento da operação, a companhia encerrará sua negociação em bolsa e se tornará uma empresa de capital fechado.

Detalhes financeiros e prêmio aos acionistas

Pelos termos acordados, os acionistas receberão US$ 6,05 por cada ação detida. O montante representa um prêmio de aproximadamente 138% na comparação com o valor de fechamento dos papéis na última sexta-feira (9), além de superar em 119% a média ponderada pelo volume negociado nos 30 dias que antecederam a data.

Liderança e próximos passos

A fundadora e atual diretora-executiva do Bumble, Whitney Wolfe Herd, seguirá participando da empresa após o encerramento do negócio. A gestão do aplicativo será compartilhada com Ravi Gupta e John Hegeman, cofundadores e co-diretores-executivos da Ithaca Holdings, que trabalharão em conjunto com Wolfe Herd.

De acordo com o comunicado oficial, a intenção da Ithaca é expandir a atuação da plataforma e injetar investimentos no crescimento do negócio, unindo tecnologias avançadas e expertise em gestão para transformar empresas e maximizar seu potencial a longo prazo. As operações continuarão nas cidades de Londres, Austin e Nova York, mantendo a matriz em Austin, nos Estados Unidos.

Aprovação societária e governança

A transação recebeu aval unânime do conselho de administração da empresa de namoro, com exceção de Wolfe Herd, que se absteve por impedimento de participar das deliberações e da votação.

Antes do anúncio, um comitê independente apoiado por consultores jurídicos e financeiros examinou diversas alternativas estratégicas, apontando a proposta da Ithaca como a alternativa mais vantajosa para os acionistas. A presidente do conselho do Bumble e do comitê independente, Ann Mather, afirmou que o grupo analisou as alternativas disponíveis com o objetivo de maximizar o valor para os acionistas.

Na sequência, entidades associadas à gestora Blackstone e a própria fundadora validaram a transação mediante consentimento escrito, assegurando a aprovação societária exigida para a conclusão do negócio.

Fonte: G1 Economia